A Polícia Militar do Paraná confirmou que o documento manuscrito que circula nas redes sociais pertence ao indivíduo que invadiu uma creche municipal na capital paranaense e manteve alunos e funcionários sob ameaça.
De acordo com a corporação, o papel foi perdido pelo criminoso no momento em que ele ingressou na instituição de ensino infantil e a equipe pedagógica agiu para proteger a maioria dos estudantes.
Autenticidade do documento
O Coronel da Polícia Militar do Paraná (PMPR) Alexandre Lopes Dias confirmou a existência do documento, mas afirmou não ter informações suficientes para esclarecer quem o escreveu ou qual era a intenção do autor. “Essa carta realmente existe. Na hora em que ele entrou no colégio, houve a iniciativa da diretora e dos professores de retirar as demais crianças, e ele acabou deixando cair essa carta”, disse.
O material aponta exigências do sequestrador, incluindo a cobertura da imprensa, e traz menções a um suposto desafio originado na plataforma Discord.
Investigação sobre a motivação
Apesar da confirmação da autoria da carta, a corporação ressaltou que as reais motivações para o crime ainda são investigadas. As autoridades policiais apontam que receberam relatos indicando que o autor da invasão sofria de esquizofrenia.
O episódio mobilizou as forças de segurança durante três horas de tensão no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz, localizado na capital paranaense. A ocorrência terminou com o resgate de 13 crianças com idades entre três e quatro anos após a intervenção da polícia.







