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Polícia explica invasão a creche em Curitiba após ameaça a reféns

Operação do BOPE terminou com a morte do sequestrador e o resgate seguro de 13 crianças que estavam na instituição de ensino

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Polícia invadiu CMEI em Curitiba após sequestrador ameaçar atear fogo e agredir crianças, diz coronel

A decisão da Polícia Militar do Paraná de realizar uma entrada tática em um Centro Municipal de Educação Infantil no bairro São Braz, em Curitiba, foi motivada pelo aumento do estresse das vítimas e pelas ameaças de incêndio feitas pelo sequestrador. O caso durou cerca de três horas e envolveu 13 crianças com idades entre 4 e 5 anos que estavam sob a mira do suspeito.

A dinâmica da invasão e o histórico do suspeito Segundo a corporação, o homem chegou ao local de bicicleta, escalou a cerca para invadir a instituição e deixou cair uma carta logo na entrada. A ação rápida da direção e dos professores foi fundamental para retirar a maioria dos alunos antes que fossem alcançados. Posteriormente, a polícia confirmou que a arma portada por ele era um simulacro, embora estivesse acompanhada de uma faca, um isqueiro e forte odor de produto inflamável. Relatos indicavam ainda que ele possuía histórico de esquizofrenia.

“Ele não falava nada que tivesse alguma coisa conexa que pudéssemos realmente identificar qual seria a sua real intenção ou o motivo pelo qual estava fazendo aquilo”, afirmou ele.

Negociação tensa e agravamento do risco Equipes especializadas foram acionadas imediatamente para tentar resolver o impasse de forma pacífica. Contudo, o cenário se deteriorou quando o nível de tensão subiu e o agressor passou a intimidar verbalmente os pequenos, além de segurá-los de maneira violenta.

“É uma ocorrência de alta complexidade, na qual a Polícia Militar, juntamente com os demais órgãos de segurança do Estado, se envolveu”, afirmou o coronel Alexandre Lopes Dias.

Adentramento tático e desfecho da ocorrência Diante da iminência de um incêndio e das agressões físicas que já feriam algumas vítimas, o Batalhão de Operações Policiais Especiais executou a invasão planejada. O suspeito tentou investir contra um dos menores e acabou sendo baleado e morto pelos agentes.

“Quando nós percebemos que as crianças começaram a ficar num nível de estresse mais elevado e ele, por não conseguir controlá-las, veio, de maneira a gredi-las verbalmente, e algumas delas até segurando-as de uma forma mais intensa, vindo inclusive a machucar uma ou duas crianças, optamos pelo adentramento tático”, relatou.

“Para evitar o mal maior, e ele com a faca naquele momento, optamos por entrar. Houve o adentramento tático dentro das técnicas que a Polícia Militar e o BOPE têm na sua doutrina”, explicou o coronel.

Resgate e atendimento médico aos menores Todas as 13 crianças foram salvas ilesas do cativeiro e entregues aos cuidados de equipes médicas e do Corpo de Bombeiros. Cinco delas precisaram ser levadas a uma UPA por escolha dos responsáveis, incluindo uma que apresentava marcas visíveis de agressão no rosto provocadas pelo invasor.

“Conseguimos neutralizar essa pessoa e resgatar as 13 crianças, levando-as até os médicos e os bombeiros que estavam ali para socorrê-las”, afirmou.

“Essa carta realmente existe. Na hora em que ele entrou no colégio, houve a iniciativa da diretora e dos professores de retirar as demais crianças, e ele acabou deixando cair essa carta”, disse.

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