A Fifa assumiu o compromisso de quitar aproximadamente US$ 4 milhões referentes às obrigações fiscais de Gianni Infantino com o governo norte-americano. O acordo cobre todo o período de três anos em que o dirigente máximo do futebol mundial permanecerá baseado em Miami, nos Estados Unidos.
Decisão tomada na Tailândia
O acerto financeiro foi aprovado em maio de 2024 durante um encontro de rotina de um comitê composto por três membros, realizado em Bangkok. O montante equivale exatamente à carga tributária que o presidente da organização, cujo salário anual gira em torno de US$ 6 milhões, deveria pagar à Receita Federal dos Estados Unidos.
Regras de transparência e conflito de interesse
O benefício concedido a Gianni Infantino ficou de fora dos registros públicos da instituição, o que vai na contramão das diretrizes de transparência estabelecidas após o escândalo de corrupção que abalou a Fifa anos atrás. Além disso, a apuração apontou que o advogado pessoal do dirigente prestou assessoria durante o processo que culminou na isenção fiscal.
Posicionamento oficial da entidade
Em resposta às perguntas do New York Times, a Fifa afirmou que “todos os regulamentos internos e processos, e todas as leis aplicáveis, foram seguidos” e que “a Fifa garante o cumprimento de todos os requisitos de reporte e tributação”.
O caso surge em um momento delicado para a gestão atual, ampliando os questionamentos sobre a governança interna da organização esportiva internacional enquanto o presidente se prepara para buscar a reeleição.








