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Criminosos usam spoofing de GPS e IA para roubar data centers

Prejuízos já ultrapassam US$ 100 milhões com desvios de servidores e componentes de alta tecnologia nos Estados Unidos.

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Criminosos falsificam até sinais de GPS para roubar cargas de data centers

Uma nova onda de crimes direcionados a infraestruturas de tecnologia nos Estados Unidos tem intrigado autoridades e especialistas em segurança. Quadrilhas especializadas estão combinando ataques cibernéticos, falsificação de sinais de GPS e identidades geradas por inteligência artificial para desviar caminhões carregados com equipamentos de alto valor, acumulando prejuízos superiores a US$ 100 milhões — o equivalente a cerca de R$ 534 milhões.

Como funciona o golpe digital

O esquema criminoso começa com a invasão de contas legítimas de corretores de frete para a publicação de ofertas falsas de transporte. Quando as transportadoras respondem aos anúncios fraudulentos, acabam acessando links maliciosos. Com o roubo de credenciais, os criminosos passam a disputar fretes reais fingindo ser empresas idôneas. O transporte da carga pode ocorrer tanto com a contratação involuntária de motoristas legítimos quanto com o uso de cúmplices que se apresentam em depósitos portando documentos falsificados com o auxílio de IA.

Táticas violentas e spoofing de GPS

Além das fraudes no ambiente virtual, os criminosos recorrem a abordagens físicas e manipulação tecnológica durante os trajetos. Em uma das ocorrências envolvendo US$ 13 milhões em servidores destinados ao estado da Geórgia, um veículo colidiu propositalmente contra o carro da polícia que fazia a escolta da carga, forçando a parada enquanto o caminhão continuava o percurso e desaparecia.

Em outra situação, os criminosos recorreram ao spoofing de GPS para transmitir coordenadas falsas à central de monitoramento, mascarando a rota real do veículo. Nos dois episódios, os produtos não foram recuperados. Desde 2025, autoridades registraram quase duas dezenas de roubos focados nesse segmento, impulsionados pela rápida expansão dos investimentos em data centers.

Alvos e destino das peças roubadas

A lista de materiais visados pelas quadrilhas engloba uma grande variedade de componentes essenciais para a infraestrutura de TI. Entre os itens subtraídos estão servidores, chips de memória RAM, cabos de fibra óptica, fios de cobre, equipamentos para racks e hardwares dedicados à mineração de criptomoedas.

Diferente de eletrônicos tradicionais, boa parte desse material não é comercializada em plataformas abertas de e-commerce. As investigações apontam que as peças são desmontadas e comercializadas no mercado paralelo, muitas vezes com destino certo antes mesmo da execução do crime, incluindo compradores em países que sofrem restrições de exportação por parte dos Estados Unidos, como a China.

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