O cenário político nacional provocou forte instabilidade econômica nesta segunda-feira (26), reflexo direto do segundo turno das eleições presidenciais.
Disparada histórica da moeda americana
A moeda norte-americana encerrou o pregão com salto de 8,21%, cotada a R$ 5,403. Essa foi a expressão percentual mais alta registrada em um único dia desde 13 de janeiro de 1999, época de profundas transformações no câmbio do país.
Nas primeiras horas do dia, a cotação bateu o teto de R$ 5,6049. Contudo, o recuo ocorreu posteriormente devido à entrada de divisas vindas de exportadores e a estratégias de realização de lucros, estabilizando o valor próximo a R$ 5,40.
Reação dos investidores e atuação do governo
O resultado das urnas exigiu uma rápida reformulação de portfólio por parte dos agentes econômicos. Grande parte dos operadores apostava na vitória de Flávio Bolsonaro, favorito na etapa inicial do pleito, o que gerou necessidade de correção de rumos frente à confirmação de mais um mandato para Luiz Inácio Lula da Silva.
Para conter os ânimos, o Tesouro Nacional realizou intervenções por meio da recompra de papéis públicos. Mesmo com a volatilidade diária, o dólar ainda exibia baixa de 1,57% no consolidado de 2026. No mês de outubro, a divisa acumulou avanço de 4,40%.
Tombamento histórico na bolsa de valores
O principal índice da B3 despencou 13,88%, fechando aos 176.608,23 pontos, a pior marca de encerramento desde o final de agosto. Trata-se do pior desempenho diário desde março de 2020, quando os efeitos iniciais da pandemia de covid-19 abalaram os mercados globais.
No início da sessão, o recuo superou os 17%, alcançando a mínima de 169.516,43 pontos. O tombo acionou o circuit breaker, paralisando temporariamente os negócios. O volume financeiro atingiu R$ 88,6 bilhões, superando com folga a média diária de R$ 25 bilhões.
Com o tombo, o Ibovespa apagou os ganhos de outubro, registrando desvalorização mensal de 5,22%, embora ainda mantenha alta de 9,61% no acumulado de 2026.







