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Decisão de Zanin sobre 2º turno gera alerta de crise eleitoral no país

Parlamentar aponta insegurança jurídica e planeja reunião com a cúpula da Câmara para debater o impacto da medida do STF.

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Danilo Forte diz que decisão de Zanin abre crise eleitoral

O deputado federal Danilo Forte (PP-CE) afirmou neste domingo (25.out.2026) que a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de prorrogar a votação do 2º turno em determinadas localidades poderá provocar questionamentos ao resultado da eleição presidencial. Segundo ele, a medida cria insegurança jurídica e amplia a instabilidade política no país.

Impactos políticos e judiciais Durante participação em uma transmissão ao vivo, o parlamentar criticou a interferência do Supremo no pleito e defendeu a manutenção do horário de encerramento estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Para o político, o tribunal deveria ter acatado a diretriz original da Justiça Eleitoral, independentemente de impasses climáticos, logísticos ou de transporte em regiões específicas.

“O que é que vai acontecer? Ninguém vai aceitar esse resultado. Vai criar mais disputa, mais confusão, tanto no eleitor como na briga judicial”, declarou.

O congressista pontuou que a contestação do pleito pode ocorrer independentemente do desfecho da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Questionado a respeito do pedido de prorrogação feito pelo próprio partido liberal, o deputado sustentou que a anuência dos candidatos não pode se sobrepor às normas eleitorais vigentes.

“O Brasil precisa de respeito. O Brasil não é uma republiqueta”, disse.

Articulação no Congresso Nacional Diante do cenário, Forte declarou que buscaria o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para avaliar reações institucionais. O parlamentar relatou apreensão entre colegas de plenário e confirmou o deslocamento para o encontro com o dirigente da Casa.

“Estou agora, inclusive, indo para a casa dele”, afirmou.

Apesar da movimentação política, o deputado não especificou quais providências legislativas seriam tomadas ou se haveria uma investida formal para questionar o pleito.

Proposta de reestruturação do Judiciário Como desdobramento da crise, o político defendeu que o próximo mandato legislativo coloque como prioridade uma reforma ampla no Poder Judiciário brasileiro. Entre as sugestões estão a alteração no método de escolha dos magistrados da mais alta Corte e a limitação de veredictos individuais.

Pela proposta defendida, a indicação para o STF deixaria de ser exclusividade do chefe do Executivo, contando com a participação dos demais Poderes. Além disso, as decisões monocráticas ficariam restritas a períodos de recesso e exigiria posterior chancela do plenário.

“O Supremo precisa voltar para a casinha dele, para discutir as questões de constitucionalidade e inconstitutionabilidade perante o cumprimento da Constituição”, declarou.

Para o parlamentar, as modificações são fundamentais para atenuar atritos institucionais e reatar a credibilidade da sociedade na Justiça.

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