O mercado financeiro brasileiro operou em baixa nesta quarta-feira, pressionado pela repercussão de uma nova pesquisa de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial. O principal índice da bolsa brasileira recuou, descolando-se do desempenho positivo observado nas praças internacionais.
Análise da disputa presidencial A pesquisa do instituto Quaest indicou que a vantagem do candidato Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou um ponto para baixo, passando de 46% para 45%, enquanto Lula se manteve estável com 44% das intenções de voto. O cenário segue configurado como empate técnico, mas reduziu a distância entre os concorrentes dentro da margem de erro.
Repercussão política Enquanto aliados governistas apontam potencial de crescimento para o atual mandatário, representantes da oposição minimizam a oscilação.
“Oscilações dentro da margem de erro em pesquisas são normais. Nosso tracking permanece estável. Flávio está imparável e incansável. Jamais [há motivo de temor de uma desidratação]”, disse Sóstenes ao Estadão/Broadcast (sistema e notícias em tempo real do Grupo Estado).
Por sua vez, a avaliação do bloco governista seguiu outra linha de interpretação sobre o levantamento estatístico.
“A pesquisa reflete também as nossas avaliações internas, os nossos trackings, mostra o potencial de crescimento da nossa campanha. O presidente Lula vem crescendo, em relação à própria Quaest. Ele cresce de forma muito acentuada. E, claro, a rejeição do Flávio aumenta, porque o Brasil está interpretando o que ele representa as perdas de direitos que ele representa”, afirmou.
Desempenho cambial e projeções fiscais Paralelamente ao cenário político, o dólar comercial registrou avanço, cotado acima de R$ 5,04, refletindo também o fluxo cambial e o ambiente externo. Já a agência de classificação de risco Fitch avaliou que o país deverá enfrentar um aperto na política fiscal no próximo ano, independentemente do resultado nas urnas, ponderando que o déficit orçamentário elevado e a relação dívida/PIB exigirão cautela contínua dos próximos governantes.







