O monitoramento ambiental brasileiro alcançou um marco sem precedentes. O índice de desmatamento na Amazônia despencou 42% no ciclo mais recente, totalizando 3.335 quilômetros quadrados de vegetação perdida. Esse montante representa a menor extensão territorial devastada desde o início dos registros oficiais no país.
Queda expressiva em comparação a décadas anteriores
As estatísticas foram calculadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) por meio do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (PRODES). O sistema aproveita o período do meio do ano, quando a nebulosidade é reduzida, para captar dados espaciais com alta nitidez.
Para contextualizar o recuo atual, a melhor marca anterior havia sido observada em 2012. Já na década de 1990, a destruição anual rotineiramente superava o patamar de 30 mil quilômetros quadrados. Analistas apontam que a união entre vigilância remota, fiscalização presencial contínua e decisões governamentais coordenadas foi determinante para frear a degradação e conter a liberação de gases do efeito estufa.
Meta de desmatamento zero e debate político
O plano estabelecido pela administração federal prevê erradicar totalmente o desmatamento ilegal até o ano de 2030. Paralelamente, o futuro das diretrizes de preservação está no centro do debate eleitoral para o Palácio do Planalto, disputado pelo presidente Lula (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
De um lado, a gestão do atual mandatário prioriza o cumprimento estrito de compromissos climáticos e a recomposição de metas ecológicas. Por outro lado, a candidatura adversária defende direcionar as forças de fiscalização prioritariamente para o enfrentamento ao crime organizado na região amazônica, visando resguardar pequenos produtores rurais e populações extrativistas.
Cerrado também apresenta o menor índice em duas décadas
O balanço ambiental positivo se estendeu a outras regiões do território nacional. No bioma Cerrado, a supressão de vegetação nativa diminuiu 24%, somando 5.517 quilômetros quadrados no mesmo período.
Assim como na Amazônia, o resultado obtido na savana brasileira é o mais favorável de toda a série histórica realizada pelo Inpe para a região, cujo acompanhamento teve início em 2001.







