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Reino Unido avalia cobrar taxa anual de quem usa YouTube e Netflix

Governo britânico busca alternativas para cobrir déficit da BBC diante da queda drástica nas renovações de licenças de TV.

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Reino Unido estuda cobrar taxa até de quem assiste ao YouTube

O governo britânico avalia uma mudança radical na cobrança da licença de televisão pública, incluindo na mira até mesmo os consumidores que assistem a vídeos no YouTube e na Netflix. Atualmente, o tributo anual é obrigatório apenas para quem consome transmissões ao vivo ou utiliza o player oficial da BBC.

Impacto em milhões de lares

A medida em estudo pode forçar entre 3 milhões e 4 milhões de residências adicionais a arcar com o custo. O valor cobrado anualmente é de 180 libras, o equivalente a aproximadamente R$ 1.215 em conversão direta, embora existam regras de isenção para idosos com 75 anos ou mais e abatimentos para pessoas com deficiência visual.

A arrecadação por meio da licença é o principal pilar de sustentação financeira da BBC, garantindo entre 3,8 bilhões e 3,9 bilhões de libras anuais. Contudo, a emissora sofre com o encolhimento da base de pagantes, registrando uma perda de 539 mil licenças ativas em um período de 12 meses, além de um déficit operacional recente de 121 milhões de libras.

Justificativa do governo

A discussão sobre a chamada taxa do YouTube surge como uma resposta direta à migração da audiência tradicional para os ambientes digitais. A intenção é atualizar as regras para refletir o comportamento moderno do público britânico.

“As pessoas estão usando essas plataformas para evitar o pagamento […] Não é justo que as pessoas consigam assistir a conteúdos de TV, mas evitem a taxa de licença”, afirmou uma fonte governamental.

Com cerca de 55 milhões de usuários apenas na plataforma de vídeos do Google no país, a inclusão desses internautas na base de contribuintes traria um fôlego financeiro expressivo para a rede pública.

Futuro da emissora

O debate faz parte das negociações para a renovação da Carta Real da BBC, cujo documento atual expira no próximo ano. O Departamento de Cultura, Mídia e Esporte do Reino Unido (DCMS) conduz as análises sobre o futuro modelo de financiamento.

Apesar dos estudos em andamento, o órgão governamental enfatizou por meio de nota oficial que nenhuma decisão definitiva foi tomada até o momento, mantendo em aberto o destino do modelo de custeio da mídia pública britânica.

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