Seguindo uma determinação direta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Nasa iniciou o processo de substituição das referências à inteligência artificial por “superinteligência” em suas comunicações institucionais. A regra exige que todos os órgãos federais adotem a nova nomenclatura de forma obrigatória, proibindo qualquer reconhecimento público de que o termo anterior foi trocado.
Cronograma de implementação em quatro etapas
O plano interno da agência espacial foi dividido em quatro fases distintas, com conclusão prevista para 23 de dezembro. A primeira etapa começou em 9 de outubro com foco em sites prioritários e na alteração de cargos oficiais. A segunda fase acelerou a atualização das páginas de maior audiência, enquanto a terceira, marcada para 30 de novembro, envolve plataformas federais e ajustes em integrações de softwares. A fase final encerra o cronograma no final de dezembro com a revisão de sistemas internos e páginas de menor tráfego.
Desafios técnicos e preocupações internas
Apesar da mudança no vocabulário oficial, a tecnologia em si permanece a mesma, sendo amplamente aplicada em missões como a navegação autônoma do rover Perseverance em Marte e no processamento de grandes volumes de dados científicos. Contudo, a diretriz impõe novos obstáculos para a comunicação científica da instituição e sua infraestrutura digital.
O administrador da agência tem alinhado fortemente as prioridades institucionais às diretrizes do governo atual, o que gerou forte pressão interna para a adoção imediata do novo termo. Funcionários relataram apreensão com a medida, temendo ruídos na comunicação com o público e com a comunidade científica internacional.
“Estamos recebendo muita pressão do próprio administrador para agir”, afirmou um funcionário sob anonimato.
“Existe a preocupação de que haverá muita confusão na comunidade científica e na população em geral”, completou.
Outro colaborador criticou a imposição de evitar menções à nomenclatura antiga, ironizando a situação:
“Nem sequer devemos usar o termo IA… Estão falando disso como se fosse Voldemort ou Macbeth, com pessoas chamando de ‘a tecnologia que não deve ser nomeada’”.
Diretrizes e impacto na comunicação
A ordem presidencial determina que menções a “artificial intelligence” sejam trocadas por “super intelligence” em materiais impressos, exibições, apresentações, sites e comunicações internas. Expressões como “IA generativa” viram “superinteligência generativa”, embora termos técnicos específicos como aprendizado de máquina continuem permitidos.
Em nota oficial, a instituição declarou que mantém uma abordagem coordenada para incorporar as exigências governamentais sem prejudicar a acessibilidade de seus serviços, assegurando que continuará divulgando descobertas científicas com total precisão e transparência.







