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Lula afirma que parlamentares pagarão preço se rejeitarem fim da escala 6×1

Declaração foi feita no Palácio da Alvorada durante o segundo turno das eleições presidenciais.

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Lula diz que quem votar contra fim da 6 X 1 pagará “preço”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta segunda-feira (12) que parlamentares que se posicionarem contra o fim da escala de trabalho 6×1 arcarão com as consequências políticas dessa escolha. A fala ocorreu no jardim do Palácio da Alvorada, em Brasília, após a participação do petista em uma missa celebrada pelo Dia de Nossa Senhora Aparecida.

Articulação no Senado e pressão sobre a oposição O governo federal atua para acelerar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Senado. A expectativa do Palácio do Planalto é que a votação em dois turnos ocorra já nesta quarta-feira (14), o que exige a aprovação de um calendário especial para dispensar o prazo regimental de três sessões de discussão entre os turnos.

Segundo o chefe do Executivo, a oposição tem tentado postergar a análise da medida para o período posterior ao pleito. O presidente argumentou que os adversários evitam se manifestar contrariamente à pauta antes do término da disputa eleitoral, esperando o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro.

Cobrança direta a Flávio Bolsonaro Durante a conversa com a imprensa, o mandatário cobrou publicamente uma posição do senador e candidato do PL, Flávio Bolsonaro, sobre a proposta. O presidente afirmou que o parlamentar tem a oportunidade de demonstrar sua postura no painel de votação.

O impacto da jornada de trabalho A discussão sobre o tema envolve a transição para um modelo em que o empregado atue cinco dias por semana e descanse outros dois, sem que haja decréscimo na remuneração. O presidente classificou a carga horária atual como inadequada, com impactos ainda mais severos sobre as trabalhadoras.

Compromisso religioso e ato político A aparição pública do presidente aconteceu após uma celebração religiosa reservada na capela da residência oficial, que durou aproximadamente uma hora e contou com a presença de autoridades, ministros e apoiadores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto. O evento também marcou o Dia das Crianças e serviu para repudiar ataques recentes contra a liberdade de culto.

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