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Nikolas Ferreira usa votação de Lula em presídios para campanha

Deputado federal apoia-se em dados do primeiro turno para tentar conquistar o eleitorado que ainda não definiu seu voto.

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Nikolas usa vitória de Lula em presídios para “convencer” indecisos

O parlamentar Nikolas Ferreira (PL-MG) aproveitou os expressivos índices de votação obtidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em colégios eleitorais localizados dentro de presídios e centros socioeducativos durante o primeiro turno para tentar persuadir eleitores ainda indecisos a rejeitarem o atual chefe do Executivo no pleito de 25 de outubro.

Estratégia digital e repercussão Durante sua argumentação direcionada ao público que ainda não escolheu seu candidato, o político recorreu diretamente a uma frase de efeito gravada em vídeo.

“Não vote no mesmo político que o cara que roubou seu celular vai votar”, disse.

Balanço oficial do TSE Conforme os registros oficiais e os boletins de urna disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o petista alcançou 72,6% da preferência nos votos válidos apurados nessas dependências específicas. Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro (PL) registrou 23,3%. No total, foram computados 11.190 sufrágios válidos distribuídos por 243 seções especiais.

Perfil do eleitorado prisional É importante ressaltar que os números consolidados não refletem de maneira exclusiva o posicionamento político de detentos condenados. A legislação determina que as urnas instaladas nesses locais atendem prioritariamente a presos provisórios, que são indivíduos sob custódia do Estado mas sem condenação definitiva. O processo também abrange jovens a partir de 16 anos cumprindo medidas socioeducativas de internação, desde que devidamente regularizados perante a Justiça Eleitoral.

Restrições e votantes externos Por outro lado, indivíduos que já possuem condenação criminal com trânsito em julgado — estágio em que se esgotam todas as possibilidades de recurso judicial — têm seus direitos políticos suspensos temporariamente, ficando impedidos de participar das eleições. Adicionalmente, as urnas localizadas nas unidades prisionais também recebem os votos de profissionais de segurança, tais como policiais penais e agentes penitenciários, além de outros servidores públicos e mesários que optaram pela transferência temporária de local de votação.

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