As redes sociais registram uma onda de cobranças direcionada a artistas, influenciadores digitais e atletas de destaque para que revelem suas escolhas políticas no segundo turno da eleição presidencial de 2026. Uma parcela significativa dessas pressões parte de perfis que compartilham conteúdos com alinhamento político à esquerda.
Cobranças e montagens na internet
Nas publicações que circulam na plataforma X, os famosos são retratados em uma montagem que os ironiza como “desaparecidos”, criticando o que os autores classificam como omissão durante o período de campanha eleitoral.
A lista de personalidades citadas nas postagens inclui:
- João Gomes – cantor;
- Selton Mello – ator;
- Whindersson Nunes – humorista;
- Cazé – streamer;
- Vini Jr. – jogador de futebol;
- Thiaguinho – cantor;
- Marcos Mion – apresentador;
- Marta Vieira da Silva – jogadora de futebol;
- Sandy – cantora;
- Rodrigo Santoro – ator;
- Carolina Dieckmann – atriz;
- Gisele Bündchen – modelo.
Em outra postagem, as celebridades são questionadas diretamente se estão “a favor dos ricos ou do lado dos pobres”. O autor da mensagem atrela a manifestação pública de voto à defesa dos interesses dos trabalhadores e da população de baixa renda.
Atores e cobranças públicas
O ator José de Abreu, com passagens por produções da Globo, divulgou um vídeo em 9 de outubro exigindo que colegas da televisão se manifestassem. Na ocasião, ele cobrou diretamente Giovanna Antonelli, Carolina Dieckmann, Selton Mello e Danton Mello. No sábado (10.out), o artista deixou um comentário em uma foto publicada no perfil de Deborah Secco no Instagram, questionando se a atriz não lutaria “contra o fascismo”.
Na sequência, neste domingo (11.out), Carolina Dieckmann compartilhou em sua conta no Instagram uma imagem acompanhada da palavra “democracia” e de uma estrela que faz referência ao Partido dos Trabalhadores. Ao ver a postagem, José de Abreu comentou: “Bom dia. Benvinda [sic]!”.
O pleito do segundo turno da eleição presidencial, marcado para o dia 25 de outubro, será disputado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).







