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Governo federal justifica ação rápida após emergência no Amazonas

Ministério detalha força-tarefa com 11 aeronaves e rebate críticas de bombeiros sobre o combate às queimadas no estado.

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Governo ajudou assim que Amazonas decretou emergência, diz ministro

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou que a formalização do estado de emergência em 36 municípios amazonenses foi o passo jurídico indispensável para que a União pudesse enviar apoio imediato contra os incêndios agravados pelo fenômeno climático El Niño.

Força-tarefa e apoio logístico

Durante coletiva de imprensa realizada neste domingo (11), o ministro detalhou que a operação integrada mobiliza diversos ministérios, equipes de saúde, brigadistas e as Forças Armadas. Ao todo, 11 aeronaves foram disponibilizadas para o suporte logístico e combate às chamas, incluindo dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira. Além disso, a Força Nacional do SUS foi enviada para reforçar o atendimento aos moradores afetados pela fumaça densa.

Críticas ao comando local

O titular da pasta também rebateu declarações do comandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas, que havia acusado o governo federal de omissão. Góes defendeu a atuação conjunta e criticou a postura do oficial durante a crise ambiental.

“Seria prudente que o comandante do Corpo de Bombeiros, em vez de tocar fogo, apagasse fogo, se juntasse aos brigadistas e às equipes da Defesa Civil Nacional, das Defesas Civis Municipais e Estadual”, declarou.

O ministro reforçou que a agilidade na resposta ocorreu graças ao reconhecimento sumário da medida no Diário Oficial da União, o que garantiu respaldo legal para a atuação federal.

“Quando o governo do estado do Amazonas decreta [a emergência] e a gente reconhece sumariamente, no mesmo dia, e faz publicar no Diário Oficial da União, todo o governo federal que for necessário atuar na resposta passa a ter legitimidade e legalidade”, afirmou.

Impacto na qualidade do ar em Manaus

A situação crítica da poluição atmosférica levou a Prefeitura de Manaus a suspender eventos ao ar livre previstos para o fim de semana e início da semana. Os registros de material particulado fino atingiram níveis considerados péssimos, aumentando os riscos de problemas respiratórios para a população local, especialmente crianças e idosos. Os focos de calor no estado registraram alta expressiva em relação ao ano anterior, concentrando-se principalmente no sul amazonense e na região metropolitana da capital.

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