O resultado da balança comercial brasileira em setembro surpreendeu positivamente ao registrar um superávit de US$ 7,74 bilhões, valor que mais que dobrou na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando havia ficado em US$ 3,14 bilhões.
Crescimento das exportações
O avanço foi puxado principalmente pela expansão de 12,9% nas exportações totais, conforme dados revelados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Este desempenho representou a segunda melhor marca da história para o mês de setembro, ficando atrás apenas do recorde alcançado em 2023.
A corrente de comércio atingiu US$ 61,09 bilhões, estabelecendo um recorde histórico para meses de setembro. Entre os setores que mais lideraram as vendas externas estão a indústria extrativa, seguida pela de transformação e pela agropecuária.
Destaques por setores e regiões
O setor extrativo teve forte alta impulsionada pelo petróleo bruto e pelo minério de cobre. No caso do petróleo, o acréscimo na produção aliado ao encarecimento internacional da commodity, influenciado pelos conflitos geopolíticos, elevou consideravelmente a arrecadação com as vendas.
Geograficamente, as exportações avançaram para a maioria dos grandes parceiros comerciais, com destaque para a Europa e a América do Norte. Surpreendentemente, as transações com os Estados Unidos cresceram mesmo em meio a atritos comerciais e novas tarifas aplicadas ao país.
Importações e projeções
Por outro lado, as importações brasileiras sofreram um leve recuo de 2,4%, reflexo direto da diminuição nas compras de bens de capital e intermediários, influenciada pelo cenário interno de taxas de juros elevadas.
No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, o saldo positivo já soma US$ 62,4 bilhões. Apesar do bom momento nos números recentes, o governo revisou a expectativa oficial de superávit para o fechamento do ano de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões, patamar que ainda supera as previsões apontadas pelo mercado financeiro.







