A corrida eleitoral chega aos seus momentos derradeiros com intensa movimentação nas ruas de Curitiba na véspera do primeiro turno, cenário que antecede o rigoroso bloqueio da propaganda pública determinado pelas normativas vigentes.
Regras para a véspera da votação Conforme estipulam a Lei das Eleições e as diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral, a distribuição de impressos, carreatas, passeatas, caminhadas e o funcionamento de carros de som com jingles são permitidos somente até as 22 horas do sábado (3 de outubro).
Essa restrição tem o propósito de garantir serenidade e ordem aos eleitores antes do comparecimento às urnas no domingo (4), data em que a manifestação política individual e silenciosa — por meio de broches, bandeiras, adesivos e camisetas — é liberada, embora qualquer tipo de aglomeração, abordagem a eleitores, distribuição de panfletos ou prática de boca de urna permaneça estritamente proibida e classificada como crime.
Panorama da disputa no estado Iniciada oficialmente em 16 de agosto, a temporada de pedidos de voto mobilizou o estado por semanas na internet, na televisão, no rádio e nas vias públicas, movimentando um total de 1.038 postulantes que disputam 92 postos eletivos neste domingo, abrangendo as vagas para governador, vice-governador, duas cadeiras de senador com respectivos suplentes, além de 30 vagas para deputado federal e 54 para deputado estadual.
Financiamento e destino dos recursos De acordo com os registros mais recentes divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, os políticos paranaenses acumularam R$ 386,3 milhões em arrecadação para esta disputa, sendo que 77% desse total provêm de verbas estatais, como o Fundo Partidário e o Fundo Eleitoral.
No que tange às despesas contratadas, os montantes declarados já atingem R$ 222,7 milhões, dos quais R$ 133,8 milhões foram efetivamente quitados, concentrando-se principalmente em impulsionamento de conteúdo, materiais impressos, folha de pagamento de pessoal, serviços de terceiros e mobilização de rua com militância.








