As eleições de 2026 chegam ao seu primeiro turno neste domingo, com votação marcada das 8h às 17h. No Paraná, os eleitores definirão os ocupantes de 92 vagas, abrangendo cargos do executivo e do legislativo estadual e federal. Com um total de 1.038 candidaturas aptas, a média é de aproximadamente 11 concorrentes por vaga em disputa no estado.
Panorama das candidaturas no estado A Justiça Eleitoral processou inicialmente 1.090 pedidos de registro no território paranaense. Desse total, houve 17 indeferimentos e 35 desistências por renúncia, resultando em 995 registros totalmente deferidos. No entanto, o cenário ainda conta com 43 situações pendentes: nove casos estão em fase de recurso após deferimento inicial, 33 aguardam julgamento de recursos após indeferimento, e uma candidatura segue pendente de análise na primeira instância.
Disputas majoritárias e proporcionais A disputa pelas vagas majoritárias envolve a escolha de governador, vice-governador, dois senadores e seus respectivos suplentes (1º e 2º). Já no sistema proporcional, estão em jogo 30 cadeiras para a Câmara dos Deputados e 54 assentos na Assembleia Legislativa do Paraná.
Candidatos ao governo do estado Para o Palácio Iguaçu, a corrida conta com oito chapas completas formadas por governador e vice.
Adriano Teixeira (PCO), número 29, tem como vice José Carlos Telles. O candidato defende o fim do vestibular e a estatização do sistema financeiro.
Alexandre Salomão (Mobiliza), número 33, concorre ao lado de Daiana Criminacio. Durante a campanha, Alexandre Salomão promete “mais diálogo” no Paraná e critica Moro: “Decepção”.
Luiz França (Missão), número 14, faz chapa com João Adolfo. Na disputa, “A gente está lascado”: Luiz França promete reescrever Constituição e ataca Moro.
Requião Filho (PDT), número 12, tem Michele Caputo Neto como vice. O candidato declarou que Requião Filho declara independência de Lula e fala em retomar controle da Copel e da Sanepar.
Samuel de Mattos (PSTU), número 16, concorre com Helena Figueiredo. O postulante Samuel de Mattos promete expropriações, conselhos populares e “socialismo de verdade”.
Sandro Alex (PSD), número 55, tem Rafael Greca como vice. Entre suas propostas, Sandro Alex promete acelerar obras e investimentos para levar Paraná à 3ª maior economia do Brasil.
Sergio Moro (PL), número 22, disputa com Edson Vasconcelos como vice. Na corrida, Moro promete ampliar Verão Maior, escolas cívico-militares e “choque de eficiência” nas estatais.
Tayná Miessa (UP), número 80, tem Willian Araki na chapa. Com propostas voltadas à pauta social, a candidata ao governo, Tayná Miessa aposta na força feminina e defende o socialismo.
Disputa para o senado federal A disputa pelas vagas de senador traz nove nomes principais acompanhados de seus suplentes:
Alexandre Curi (Republicanos), número 100, com Carlos Eduardo Hammerschmidt e Nelsinho Padovani. Na pauta, Alexandre Curi fala em protagonismo do Paraná no Senado e quer mais autonomia para estados e municípios.
Cristina Graeml (PSD), número 555, tendo Jackson André e Marcos Baumgart como suplentes. A candidata Cristina Graeml promete ser uma senadora municipalista e fiscalização dura contra o STF.
Deltan Dallagnol (NOVO), número 300, com Wilson Picler e Markenson Marques. O candidato Deltan Dallagnol garante que está elegível, critica condenação de Bolsonaro e explica rixa com o PT.
Dr. Rosinha (PT), número 132, acompanhado de Cristiane Aparecida Wainer e Tia Celina. Apresentado como “Amigo do povo”, Dr. Rosinha defende vacinas e critica escala 6×1.
Filipe Barros (PL), número 222, com Paulo Base e Sergio Domingues. O candidato Filipe Barros quer ser senador para fiscalizar o pedágio no Paraná e fala em reforma do Judiciário.
Gleisi Hoffmann (PT), número 131, tendo Assis Gurcacz Neto como primeiro suplente. Em sua plataforma, Gleisi promete acabar com bets e garante o Contorno Ferroviário de Curitiba.
Joaquim do MLB (UP), número 800, com Paty Cota e Fernando Dornellas. Como Candidato ao Senado, Joaquim do MLB fala em dobrar o salário mínimo e propõe eleição para juízes.
Karen Guerreiro (Missão), número 144, ao lado de Sonni Rezini e Renato Scarante. A candidata Karen Guerreiro, do Missão, fala em “revolução social” e diz que Brasil pode ter uma guerra civil.
Marcelo Marcelino (PCO), número 290, com João Paulo Hostin e Alexandre Radde Kranen. O candidato do PCO ao Senado no Paraná defende fim do STF atual e diz que 8 de janeiro não foi golpe.
Conclusão do pleito Com a diversidade de chapas e concorrentes definidos pela Justiça Eleitoral, os eleitores do Paraná têm até o encerramento da votação neste domingo para definir o futuro político do estado na Câmara, no Senado e no governo estadual.








