O bilionário Elon Musk foi escalado para auxiliar o Departamento de Defesa dos Estados Unidos na identificação de arsenais e inovações cruciais para os combates das próximas décadas. O anúncio da criação do Project Meridian foi feito na última quarta-feira (30) pelo secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, estabelecendo um prazo de quatro meses para a entrega de diretrizes estratégicas.
Liderança e escopo do Project Meridian
Na condução do grupo de trabalho, o dono da SpaceX atuará em conjunto com Palmer Luckey, criador da fornecedora de defesa Anduril, e com Newt Gingrich, que já presidiu a Câmara dos Representantes do país. A missão da equipe consiste em mapear cenários de batalha que vão desde o ambiente subterrâneo até regiões espaciais situadas além da Lua.
A escolha de nomes externos à administração pública foi defendida por Hegseth, que destacou a necessidade de visões inovadoras fora do meio castrense. “Os melhores analistas de conflitos futuros não estão exclusivamente dentro do Pentágono”, afirmou o secretário, ressaltando os perigos de permitir que a própria instituição defina seus rumos sem contrapontos.
Foco em inovação e conflitos de interesse
As discussões da força-tarefa devem dar forte ênfase a drones e mísseis hipersônicos, tecnologias que o executivo costuma apontar como determinantes para os embates modernos. Em manifestação anterior nas redes sociais, ele resumiu sua perspectiva ao declarar que “As guerras do futuro são todas sobre drones e mísseis hipersônicos”.
A nova atribuição do empresário ocorre após sua passagem pelo Departamento de Eficiência Governamental e traz à tona debates sobre potenciais conflitos de interesse. Como tanto a SpaceX quanto a Anduril possuem fortes vínculos comerciais com o governo dos Estados Unidos, a atuação direta dos executivos na formulação de demandas militares gera discussões no setor.
Modernização das Forças Armadas
O comitê estratégico integra uma estratégia mais ampla para acelerar a adoção de sistemas autônomos no setor bélico norte-americano. Entre as principais novidades estão a implantação de carreiras especializadas e a criação do AUTOWARCOM, um comando militar de alto escalão focado na expansão robótica.
Ao término do período estipulado, a força-tarefa entregará um relatório aberto ao público, complementado por um sumário restrito. Tais documentos orientarão a modernização e a preparação tecnológica do aparato de defesa americano frente aos desafios globais futuros.








