O avanço da inteligência artificial tem impulsionado a proliferação de vídeos falsos nas redes sociais, utilizando a imagem e a voz de figuras públicas para disseminar mentiras e aplicar fraudes financeiras. Essa tecnologia de manipulação avançada cria cenas altamente realistas que confundem os eleitores e misturam elementos reais a informações totalmente fabricadas.
O uso de deepfakes na política
Um dos casos recentes envolve o cantor Caetano Veloso, cuja imagem foi reaproveitada de um vídeo de campanha real para receber um áudio gerado por computador no TikTok. Na mesma linha, o jogador Neymar teve sua imagem associada a declarações políticas falsas que nunca foram ditas por ele, aproveitando-se de sua proximidade pública com determinadas figuras políticas para dar credibilidade ao material.
Essas montagens dificultam a checagem porque costumam se apoiar em contextos verídicos que o público já conhece, tornando a farsa mais plausível para quem consome o conteúdo rapidamente nas plataformas digitais.
Golpes comerciais e fraudes financeiras
Além do cenário eleitoral, o problema atinge o setor comercial. O ator Tony Ramos teve sua imagem dublada por IA em uma publicidade falsa de medicamentos, enquanto o empresário Luciano Hang foi alvo de uma simulação de portal de notícias que divulgava um suposto atentado para atrair vítimas a sites fraudulentos de investimento.
Especialistas em cibersegurança apontam que os criminosos adaptam essas narrativas para criar falsas urgências, induzindo os usuários a fornecer dados sensíveis ou realizar transferências financeiras.
Regulamentação e o papel do TSE
Para conter esse avanço, o Tribunal Superior Eleitoral endureceu as regras por meio de resolução específica, proibindo o uso de deepfakes na propaganda eleitoral que possam alterar a percepção de candidaturas. O volume de ocorrências disparou no país, registrando altas expressivas nas denúncias e verificações de conteúdos sintéticos manipulados.
Diante da dificuldade de identificar fraudes apenas olhando para os vídeos ou imagens, especialistas recomendam desconfiar de mensagens que criem um senso artificial de urgência e sempre verificar a veracidade da informação em canais oficiais antes de clicar em links ou compartilhar conteúdos duvidosos.








