A Nasa anunciou duas novas missões para avançar na entrada em operação da Starliner, nave da Boeing que apresentou falhas durante voo tripulado, em 2024. A decisão ocorre meses após uma avaliação da agência sobre o teste tripulado anterior, cujo relatório apontou falhas da Boeing e da própria agência e indicou que a missão poderia ter terminado em tragédia.
Problemas no sistema de propulsão e o futuro do programa Durante o voo de 2024, o sistema de propulsão apresentou problemas. Por isso, a Nasa decidiu trazer a Starliner de volta à Terra sem tripulação e encarregou a SpaceX de transportar os astronautas Suni Williams e Butch Wilmore de volta. Os dois permaneceram por mais de nove meses na Estação Espacial Internacional (ISS), laboratório orbital que fica na órbita da Terra.
O primeiro voo será realizado sem astronautas e está programado para meados de 2027. Com o novo calendário, a agência pretende colocar as mudanças em prática em uma missão sem astronautas antes de voltar a enviar pessoas a bordo, com um voo para a ISS programado para dezembro de 2026 para validar as medidas corretivas recentes e reunir informações para as etapas seguintes.
As metas e o cronograma da agência Segundo o administrador da Nasa, Jared Isaacman, a missão permitirá validar as medidas corretivas recentes e reunir informações para as etapas seguintes. O planejamento inclui validar as mudanças feitas na Starliner, aplicar as demais recomendações da avaliação da missão de 2024, usar os resultados para orientar a próxima etapa do programa e preparar a missão tripulada Starliner 2, prevista para 2028.
“A partir daí, reuniremos informações, continuaremos implementando as demais mudanças recomendadas (…) e planejaremos uma missão tripulada Starliner 2 em 2028”, afirmou Isaacman.
A necessidade de diversificar a frota espacial A retomada da Starliner também está ligada à atual dependência da Nasa em relação à Crew Dragon, da SpaceX. Desde 2020, a nave é o único veículo espacial americano usado em viagens à ISS. Isso pode mudar nos próximos anos, pois a SpaceX anunciou que pretende encerrar a produção da Crew Dragon, o que reforça o interesse da Nasa em contar novamente com uma segunda opção para transportar astronautas.
Além disso, a Starliner também poderá ser usada em missões para estações espaciais comerciais que devem substituir a ISS depois de sua retirada de órbita, prevista para ocorrer por volta de 2030. O novo voo servirá para verificar se as correções permitem que a espaçonave avance para uma missão com astronautas.







