A tragédia aérea que resultou na morte de cinco pessoas em Santa Catarina na semana passada segue sob investigação. Entre as vítimas estava o cantor Rick, integrante da dupla Rick & Renner. De acordo com informações divulgadas pela Força Aérea Brasileira, a aeronave envolvida no acidente trafegava por uma região de rota livre.
Comunicação e regras de tráfego aéreo
O órgão aeronáutico esclareceu os motivos pelos quais os tripulantes não mantiveram diálogo com as centrais de monitoramento durante o trajeto. “Como esses espaços aéreos não são controlados, não é exigido que a aeronave faça contato com algum órgão de controle do espaço aéreo”, explicou o coronel aviador Silvio Monteiro Júnior.
O militar detalhou ainda como a equipe obtinha dados essenciais para a navegação. “Mas, então como ele vai saber sobre meteorologia, informações sobre o aeródromo de destino e todas as demais informações que afetam seu voo? Através do Serviço de Informação de Voo”, pontuou. O suporte para o trecho específico era de responsabilidade do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo de Curitiba.
Condições climáticas e rota autorizada
Apesar de o tempo adverso na região serrana apresentar forte precipitação, rajadas de vento e visibilidade reduzida pela forte nebulosidade, a circulação do veículo não era ilegal. “Não havia uma proibição que aquela aeronave voasse naquela região naquele momento”, observou o coronel.
Para reconstruir a trajetória final do voo, o comando militar recolheu vídeos capturados por residentes locais. Um dos moradores notou a situação incomum e decidiu gravar. “Ele saiu daquele morro que fica aqui pra trás, então ele já saiu meio que na altura, mais baixo do que o normal. Isso chamou a atenção da gente”, afirmou Rodrigo Afonso.
Detalhes da viagem e situação da aeronave
Outra testemunha presente nas proximidades da queda não identificou falhas mecânicas aparentes. “Não percebi nada de pane. Não tinha fumaça, o barulho constante normal, a velocidade também”, relatou Israel Rosa.
O grupo partiu de Porto Belo durante a manhã com destino a São Joaquim, onde participaria de um compromisso gastronômico. O modelo Bell 430, fabricado em 2001, contava com documentação regular junto à Agência Nacional de Aviação Civil e liberação válida para os próximos meses.








