O principal índice da bolsa de valores brasileira encerrou o pregão desta sexta-feira (25.set.2026) em território negativo, acompanhado pela desvalorização da moeda norte-americana no câmbio comercial.
Impacto da inflação oficial
O mercado repercutiu o resultado do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) de setembro, divulgado pelo IBGE.
O indicador subiu 0,70% no mês, acima da mediana das projeções do mercado.
Em 12 meses, a inflação medida pelo IPCA-15 acelerou de 4,24% para 4,47%, ultrapassando o teto da meta de inflação. O resultado reduziu o espaço para uma flexibilização mais rápida da política monetária pelo Banco Central.
Desempenho da bolsa ao longo do dia
Durante o pregão, o índice chegou a cair 0,99%, mas reduziu as perdas ao longo do dia. Na semana, o Ibovespa acumulou baixa de 0,95%.
Influência do petróleo e exterior
No exterior, os investidores acompanharam a queda do petróleo, influenciada por sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para uma solução diplomática do conflito, segundo o ADVFN Brasil.
A retração da commodity ajudou a aliviar parte da pressão sobre as ações brasileiras, principalmente as papéis ligados ao setor de petróleo. As ações da Petrobras chegaram a ser um dos principais fatores de pressão sobre o índice durante o pregão, conforme o Investing.com Brasil.
Juros dos títulos norte-americanos
Também ficou no radar o cenário externo, com os juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) em níveis elevados. O rendimento da Treasury de 10 anos superou 5,2% na sessão anterior, maior nível desde 2007.
A alta dos rendimentos mantém pressão sobre ativos de risco e moedas de países emergentes, entre elas o real.








