O Flamengo liderou o ranking dos times de futebol do Brasil que mais faturaram com contratos de patrocínio firmados com casas de apostas em 2025, acumulando a impressionante quantia de R$ 269 milhões conforme dados divulgados por um estudo especializado.
Panorama financeiro do rubro-negro Esse montante representou 13% de toda a arrecadação anual da instituição esportiva e correspondeu à metade dos R$ 541 milhões conquistados pelo departamento de marketing, dentro de um faturamento geral que atingiu R$ 2,09 bilhões.
O piores e melhores em arrecadação de marketing Logo atrás na tabela aparece o Corinthians, acumulando R$ 150 milhões, o que equivaleu a 15% da sua receita total e 54% do dinheiro obtido através do marketing. O São Paulo movimentou R$ 113 milhões e o Palmeiras alcançou R$ 100 milhões, seguidos por Santos com R$ 70 milhões, Botafogo com R$ 55 milhões, Fluminense com R$ 52 milhões e o Vasco registrando R$ 50 milhões.
Proporção nos cofres das equipes Embora estivesse no terceiro lugar considerando apenas os valores absolutos, o São Paulo registrou o maior impacto percentual das empresas de apostas dentro da sua receita de marketing entre todas as equipes citadas na pesquisa, já que os R$ 113 milhões equivaleram a 73% dos R$ 154 milhões obtidos pelo setor. O índice alcançou 69% no Atlético-MG, 57% no Botafogo, 54% no Corinthians, 50% no Flamengo e 49% no Santos, enquanto nas pontas opostas ficaram o Red Bull Bragantino com 8% e o Cruzeiro com 12%.
O mercado nacional de apostas esportivas A Sports Value apontou que as vinte principais equipes do esporte nacional negociaram R$ 3,2 bilhões em verbas de marketing ao longo de 2025, sendo que aproximadamente R$ 1,1 bilhão originou-se das plataformas de apostas, o equivalente a 34% do montante geral, enquanto o faturamento somado de todos os times ultrapassou R$ 15 bilhões, com as bets respondendo por uma média de 8% dessas cifras.
Debates em Brasília sobre novas regras A publicação desses números ocorre justamente quando a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia tornar mais rígidas as normas voltadas aos jogos virtuais antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
No dia 23 de setembro de 2026, Lula passou quase três horas reunido com ministros na residência oficial para debater propostas de limitação ao setor, e embora ainda não tenha batido o martelo sobre a regra definitiva, a preferência na administração federal é impor restrições aos cassinos virtuais, a exemplo do jogo do tigrinho, preservando as modalidades de palpites esportivos.
Posicionamento do governo federal Na mesma data, durante evento com artistas realizado na capital fluminense, o chefe do Executivo declarou que pretende “acabar com as bets” e pontuou que as equipes esportivas precisarão encontrar novas fontes de captação de recursos.
“Sinceramente, em nome da boa política, em nome da sociedade brasileira, a gente vai acabar com isso. E os times que aprendam a viver sem lavagem de dinheiro. Vai ser assim. Isso vai ser bom para a juventude”, declarou.
Além disso, o presidente comentou a respeito de um relatório elaborado pelas diretorias das equipes sobre os reflexos de uma eventual proibição das empresas no esporte.
“Vi uma notícia muito triste. Os clubes se reuniram e fizeram um documento para me entregar dizendo que, se acabar com as bets, eu vou acabar com o futebol”, disse.








