A Chevron projeta expandir e consolidar seus aportes financeiros voltados à exploração de petróleo e gás no mercado brasileiro, conforme relatado pela presidente da divisão de exploração da empresa na América do Sul, Patrícia Pradal. O anúncio ocorreu no Rio de Janeiro, durante a realização do evento de energia ROG.e, organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).
Estratégia de expansão e novos blocos
A liderança corporativa destacou que a organização voltou a colocar a atividade exploratória no centro de suas diretrizes globais, o que resultou na compra de novas regiões no território nacional nos anos recentes. A ampliação do portfólio reforça a meta de assegurar aportes contínuos no país, embora o montante financeiro total não tenha sido divulgado.
Atualmente, o inventário exploratório da empresa conta com 26 blocos distribuídos em diferentes bacias sedimentares brasileiras. Desse total, 15 estão localizados na Bacia de Pelotas, dois na Bacia de Campos e nove na Bacia da Foz do Amazonas.
Operações na Margem Equatorial
As áreas situadas na Foz do Amazonas foram arrematadas durante o 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão promovido pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) em 2025. Nessa empreitada, a companhia atua como operadora em conjunto com a parceira chinesa CNPC, detendo 65% de participação em seis blocos e 50% nos outros três.
Esses ativos integram a Margem Equatorial, faixa litorânea que abrange desde o estado do Amapá até o Rio Grande do Norte. A Petrobras já identificou óleo na zona por meio do poço Morpho, cujos trabalhos de perfuração continuam em andamento. O mercado agora monitora a mensuração das reservas e a eventual viabilidade econômica do empreendimento para direcionar novos recursos financeiros ao local.
Campanha sísmica e desafios regulatórios
Como parte das iniciativas em curso, Pradal mencionou uma nova operação voltada à coleta de dados sísmicos na costa do Amapá, com estimativa de duração superior a 400 dias. O objetivo do mapeamento é aprofundar o entendimento geológico das zonas sob responsabilidade da marca.
Apesar do crescimento das operações locais, a executiva pontuou que o atrativo dos empreendimentos está condicionado ao cenário regulatório e ambiental. Segundo ela, os trâmites de liberação de licenças apresentam entraves operacionais e exigem prazos superiores aos desejados pelas corporações, impactando a previsibilidade econômica.
“Agora temos 6 vezes a área que tínhamos há 2 anos. Isso mostra por si só que a Chevron tem um futuro planejado para o Brasil”, afirmou Pradal.








