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Executivo da microsoft chama uso de dados pela openai de roubo

Documentos judiciais revelam que gigantes da tecnologia discutiram impacto de chatbots no jornalismo e contorno de barreiras de pagamento.

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OpenAI fez “maior roubo de trabalho da história”, diz executivo da Microsoft

Documentos revelados em um processo judicial movido por veículos de imprensa liderados pelo New York Times mostram que a Microsoft e a OpenAI discutiram abertamente os impactos de seus chatbots no jornalismo. Os arquivos expõem conversas internas sobre a queda de tráfego em portais de notícias e estratégias para burlar sistemas de pagamento.

Críticas internas e o futuro do treinamento de IA

Em uma das mensagens divulgadas, Brent Hecht, diretor de Ciência Aplicada da Microsoft, classificou a coleta de conteúdo sem remuneração como “o maior roubo de trabalho da história humana”. O funcionário apontou que a prática zomba do conceito de uso justo, ressaltando que o material original jamais foi criado com esse propósito.

Os arquivos também apontam que funcionários temiam um efeito colateral negativo: a escassez de novas informações. Como os chatbots reduzem o acesso do público aos portais originais, a capacidade de produção dos veículos diminui, o que consequentemente prejudica a qualidade dos dados disponíveis para alimentar as próximas gerações de modelos tecnológicos.

Queda de cliques e estratégias para burlar barreiras

Os autos apontam quedas severas nas taxas de cliques para links jornalísticos, com reduções que variam de 51% a 94% entre algumas publicações. Nick Turley, ex-líder de produto do ChatGPT, admitiu em mensagens que os usuários perdem o incentivo para acessar os portais quando o próprio assistente virtual já entrega a resposta completa na tela.

Além da queda no tráfego, as conversas abordaram o acesso a materiais exclusivos. Greg Brockman, presidente da OpenAI, teria demonstrado grande interesse financeiro após ser informado sobre um método para fazer os rastreadores da empresa ignorarem as barreiras de assinatura do New York Times.

Em resposta aos questionamentos levantados pelo processo, a Microsoft negou irregularidades e defendeu que suas ferramentas operam sob um conceito de uso transformador, argumentando que a tecnologia não substitui o trabalho original produzido pelas redações.

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