Na noite de terça-feira (10), o debate promovido pela Band Paraná reuniu seis dos nove candidatos ao Senado, em um evento repleto de tensões e acusações. O clima acirrado foi notável, especialmente entre os representantes da direita, Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL), e os da esquerda, Gleisi Hoffmann (PT) e Dr. Rosinha (PT). Questões como a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), investigações envolvendo o Banco Master e a segurança pública foram amplamente discutidas, refletindo o estado atual da política paranaense.
A troca de acusações e os desafios do governo Lula
Deltan Dallagnol, cuja candidatura foi confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) na última terça-feira, não poupou críticas ao governo Lula, destacando a insegurança e exaltando a operação Lava Jato. Ele e Filipe Barros mencionaram repetidamente figuras do PT, como Jaques Wagner, em relação ao caso do Banco Master. Em resposta, Gleisi Hoffmann rebatia, chamando Dallagnol de “inelegível” e “ficha suja”, enfatizando a necessidade de que todos, inclusive o ministro Alexandre Moraes, sejam responsabilizados em casos de corrupção.
Conflito entre os candidatos da direita
Outro momento tenso do debate ocorreu entre Filipe Barros e Cristina Graeml, ambos da direita. Cristina questionou Filipe sobre sua filiação ao PSD, insinuando que ele havia se “vendido ao sistema”. Filipe defendeu sua posição, afirmando que foi convidado pelo governador Ratinho Jr. para integrar o partido. Nas considerações finais, Cristina reforçou sua oposição ao PT e sua defesa pela saída de Alexandre Moraes do STF, além de se posicionar a favor de políticas pró-vida.
Alexandre Curi e a necessidade de propostas concretas
O candidato Alexandre Curi, do Republicanos, se destacou ao tentar evitar as disputas ideológicas, pedindo foco em propostas concretas para o Paraná. Em suas falas, ele enfatizou a importância da paz e da harmonia para o progresso e se opôs ao uso de câmeras corporais por policiais, argumentando que isso poderia prejudicar a eficácia policial. Ele defendeu a necessidade de endurecimento das leis penais, sugerindo aumentar as penas e discutir a redução da maioridade penal.
Unanimidade em relação ao fim das apostas esportivas
Um dos poucos pontos de consenso entre os candidatos foi a necessidade de acabar com as apostas esportivas no Brasil. Gleisi Hoffmann destacou os desafios de barrar esse setor devido ao lobby forte, enquanto Filipe Barros alertou para os impactos do vício em apostas nas famílias brasileiras. O debate, repleto de divergências, revelou um cenário polarizado e a urgência de soluções para os problemas enfrentados pelo Paraná e pelo país.








