A Justiça do Rio de Janeiro confirmou neste sábado (7) a prisão preventiva de Lucas Portela Fontana Gomes, de 32 anos. O lutador de jiu-jítsu, que foi detido em flagrante após agredir brutalmente duas vizinhas na madrugada de quinta-feira (5), continuará recluso na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte da capital fluminense.
Audiência de custódia e acusações A conversão da prisão temporária em preventiva foi determinada pela juíza Laura Noal Garcia durante a audiência de custódia. O suspeito, que responde pelo crime de tentativa de feminicídio e possui registros anteriores por outros delitos, teve seu caso encaminhado para tramitação na 4ª Vara Criminal.
Relatos das vítimas sobre a violência Dilva, de 40 anos, e Célia, de 81, concederam uma entrevista que detalha os momentos de terror vividos no prédio situado no bairro da Tijuca. As duas apareceram com marcas de ferimentos pelo corpo para relatar o trauma decorrente da violência sofrida.
“O que deixa mais dor não é só a dor do corpo, as feridas… Mas sim a dor da alma e do sentimento que fica. Muito medo do que poderia ter acontecido e do que pode acontecer”, contou Dilva, a moradora que foi espancada nas dependências do elevador.
A idosa de 81 anos relatou que o agressor costumava gritar com frequência nas dependências do edifício. “Eu pensei: ‘Nossa, hoje ele tá mais agressivo do que nunca’”, declarou Dona Célia, cuja porta do apartamento foi arrombada pelo invasor antes de ser agredida. “Meu Deus, do céu. O que o cara fez comigo? Meu Deus! Ele podia ter me matado, ele estava possesso”, desabafou.
Dinâmica da violência no condomínio A sequência de ataques teve início nas primeiras horas da madrugada, quando o lutador invadiu o apartamento localizado no terceiro andar e agrediu a moradora idosa. Familiares da vítima conseguiram escapar do imóvel para buscar socorro na portaria.
Ao escutar os gritos e pedidos de socorro, Dilva, residente do segundo andar, desceu até a área térrea e foi informada por um jovem sobre a situação. Ao subir para verificar o ocorrido, encontrou o suspeito sem camisa e descalço próximo ao elevador, momento em que foi ordenada a ajoelhar-se antes de sofrer as agressões físicas.
Mesmo ensanguentada e ferida, a moradora conseguiu deixar o prédio e buscou refúgio em um posto de combustíveis nas proximidades. O Corpo de Bombeiros prestou os primeiros socorros e a encaminhou ao Hospital Municipal Souza Aguiar. Ambas as vítimas já receberam alta médica.








