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Idoso morre após ser derrubado de banco em Carlópolis

Vítima sofreu traumatismo craniano e investigação agora apura o caso como possível homicídio doloso ou culposo.

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'Não precisavam ter feito isso com ele', diz filha de idoso que morreu após ser jogado de banco no Paraná

Um idoso de 62 anos faleceu após passar três dias hospitalizado em decorrência de uma queda sofrida em Carlópolis, município localizado no Norte do Paraná. A vítima bateu a cabeça com força no chão depois que dois homens ergueram o mobiliário no qual ela estava sentada, na área externa de um estabelecimento comercial na noite de uma terça-feira (3).

Entenda a dinâmica do caso e a repercussão Conforme os registros das câmeras de segurança, o incidente ocorreu quando pessoas se aproximaram da vítima. Dois indivíduos decidiram levantar o assento enquanto o homem ainda permanecia sentado, provocando a queda abrupta.

O idoso sofreu traumatismo craniano severo e lesões graves na região do pescoço. Ele recebeu atendimento médico inicial na região e foi transferido para um hospital em Londrina, mas não resistiu aos ferimentos decorrentes do impacto.

Repercussão familiar e o pedido de justiça A perda gerou forte comoção entre os familiares. A filha da vítima esteve na Polícia Científica de Londrina para realizar a liberação do corpo e desabafou sobre a situação.

“É, desumano, sabe? Eles não precisavam ter feito isso com ele. Eu queria só que o meu pai estivesse aqui com a gente. E eu quero justiça. É só isso que eu espero”, disse Eliany.

A sobrinha do idoso também comentou sobre as condições físicas do tio, mencionando que ele tinha limitações de mobilidade em função de intervenções cirúrgicas anteriores que deixaram sequelas estruturais em seu corpo, incluindo o uso de suportes metálicos em um dos braços e na boca, o que prejudicava os movimentos.

Investigação policial e linha de apuração Com o falecimento do idoso, a Polícia Civil do Paraná alterou o escopo da apuração, que passou a ser tratada formalmente como um possível homicídio.

A investigação está em andamento para esclarecer se houve dolo eventual ou homicídio culposo, informou a corporação por meio de nota oficial. Os depoimentos colhidos indicam que os suspeitos teriam agido após um pedido de auxílio feito por um funcionário do mercado vizinho para remover o homem do local. As autoridades ressaltaram que não há histórico de desentendimentos prévios entre os envolvidos na ocorrência.

Posicionamento da defesa dos investigados Os dois homens responsáveis por erguer o banco foram detidos inicialmente, porém conseguiram o direito de responder ao processo em liberdade provisória. A defesa, representada pelo advogado Ilton Inácio, divulgou um comunicado oficial defendendo a ausência de dolo na conduta dos clientes.

“Inicialmente, a defesa manifesta seus mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos da vítima, reconhecendo a gravidade do ocorrido e respeitando profundamente a dor de todos os envolvidos. Entretanto, é necessário esclarecer que, segundo a versão apresentada pelos investigados, em nenhum momento houve intenção de agredir, machucar ou causar qualquer mal à vítima, muito menos provocar sua morte. Os dois jovens trabalham em um ponto de mototáxi localizado nas proximidades de um supermercado. Conforme relataram à defesa, foram atender a um pedido de um funcionário do estabelecimento para retirar um banco do local. Durante a movimentação do referido banco, infelizmente, ocorreu a queda da vítima. A defesa destaca que existem imagens de vídeo relacionadas à ocorrência, cuja análise poderá contribuir para o esclarecimento da dinâmica dos fatos. Outro ponto importante é que, conforme a versão apresentada pelos investigados, eles não fugiram do local após o ocorrido. Pelo contrário, permaneceram presentes, auxiliaram no socorro e ajudaram, inclusive, a colocar a vítima na ambulância. Os jovens são trabalhadores, primários, possuem residência fixa e vínculos familiares, além de lamentarem profundamente as consequências do episódio. Cumpre informar que a defesa apresentou pedido de liberdade provisória em favor de ambos, o qual foi deferido pela Justiça, permitindo que respondam ao procedimento em liberdade, observadas as determinações judiciais. A decisão judicial não representa o encerramento das investigações ou um julgamento definitivo sobre os fatos, mas assegura aos investigados o exercício de seu direito constitucional de defesa. O advogado Ilton Inácio ressalta que a defesa confia no trabalho das autoridades responsáveis pela apuração e reafirma seu compromisso com o esclarecimento da verdade, mediante análise criteriosa de todas as provas. A dor da família da vítima merece absoluto respeito. Da mesma forma, a responsabilidade dos investigados deve ser apurada com serenidade, sem julgamentos antecipados e com observância do devido processo legal e da presunção de inocência.”

Os próximos passos do processo envolvem a coleta de novos depoimentos de testemunhas, além da avaliação aprofundada dos laudos periciais e das gravações disponíveis para determinar as responsabilidades criminais pelo ocorrido.

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