A administração municipal de Curitiba direcionou forças-tarefas no último sábado (7) para atender cerca de 300 chamados relacionados a quedas de árvores e galhos provocados por um temporal. Os ventos na capital paranaense alcançaram marcas expressivas, exigindo atuação imediata no controle viário e na restauração de sinalizações danificadas.
Impactos na infraestrutura urbana
As equipes de arborização da Secretaria Municipal do Meio Ambiente estão trabalhando na liberação de limpeza dos locais afetados. Além da vegetação comprometida, a tempestade afetou edifícios públicos, como a Unidade de Saúde Oswaldo Cruz, localizada no CIC, que teve parte da cobertura danificada. A situação está sendo acompanhada pelos órgãos municipais responsáveis.
O sistema de transporte coletivo também sofreu interrupções devido à falta de energia elétrica, atingindo os terminais de ônibus do Hauer e do Tatuquara, além de diversas estações-tubo espalhadas pelo município. A prefeitura afirma que as equipes de manutenção estão trabalhando para reduzir os transtornos aos usuários.
Dados meteorológicos do temporal
Conforme o boletim divulgado pela Defesa Civil, a estação meteorológica instalada no Boa Vista registrou rajadas de 72,72 km/h. Paralelamente, o Simepar apontou que o bairro Caximba acumulou 14,7 milímetros de precipitação em menos de sessenta minutos, volume que representa cerca de 12% da média histórica esperada para todo o mês de novembro na capital, calculada em 122,4 milímetros.
Crise no fornecimento de energia
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) mobilizou técnicos para restabelecer a eletricidade na região. No pico de desligamentos, às 13h38, foram registradas 381,3 mil interrupções no fornecimento de energia em unidades consumidoras de todas as regiões, informa a Copel. Do total de desligamentos, 213,3 mil atingiram a região Leste — que compreende Curitiba, a Região Metropolitana e o Litoral —, enquanto o restante se dividiu entre o Centro-Sul, Noroeste, Oeste, Sudoeste e Norte paranaense.
Orientações de segurança e contatos úteis
Diante dos riscos persistentes, a Defesa Civil recomenda que a população evite transitar perto de árvores danificadas, mantenha distância de cabos elétricos rompidos e redobre a cautela ao dirigir. O órgão reforça que mantém monitoramento real da situação por toda a cidade.
Caso precise de auxílio após a tempestade, a população pode entrar em contato com os seguintes canais:
156: quedas de árvores e galhos e solicitações de remoção.
199: Defesa Civil, para alagamentos e situações de risco.
153: Guarda Municipal, para solicitações de lona.
193: Corpo de Bombeiros, para resgates e emergências.
Copel: interrupções no fornecimento de energia elétrica.








