Um forte temporal atingiu cidades do Paraná no começo da tarde deste sábado (7), provocando quedas de árvores, desabamentos e deixando pelo menos 275 mil imóveis sem energia elétrica em todo o estado.
Impacto na Região Metropolitana de Curitiba
Na capital paranaense, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente registrou cerca de 40 ocorrências de quedas de árvores. No bairro Pilarzinho, uma árvore de grande porte bloqueou a Avenida Fredolin Wolf, resultando em uma colisão sem gravidade envolvendo um veículo. Outros bairros afetados foram Capão Raso, Santa Felicidade, São Braz, Hauer e Boqueirão.
A Região Metropolitana também contabilizou danos materiais significativos. Em Pinhais, uma araucária de grande porte caiu e a estrutura de estacionamento de um condomínio desabou, embora sem registro de feridos. Cidades como São José dos Pinhais e Araucária também sofreram com os impactos da ventania.
Falta de energia e ventos extremos
De acordo com dados da Copel, os 275 mil domicílios sem luz se concentram majoritariamente em Curitiba (107.358), São José dos Pinhais (18.316) e Itaperuçu (10.476). O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o estado sob alerta de tempestades.
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) apontou que pelo menos 17 cidades registraram rajadas de vento superiores a 50 km/h. O maior índice foi verificado em Santa Maria do Oeste, onde os ventos alcançaram 90,7 km/h.
Estrutura de igreja desaba no interior
Em Laranjeiras do Sul, as paredes do pavilhão da Comunidade São Francisco de Assis vieram abaixo devido aos ventos de até 80 km/h registrados por volta das 11h. O local já havia tido metade do telhado arrancado por um temporal anterior em 4 de outubro. Apenas a cozinha e os banheiros resistiram, e a estrutura estava desocupada.
“É triste isso, muito triste, porque esse pavilhão tem uma história linda, é um dos mais antigos aqui das comunidades. A nossa comunidade é uma das mais antigas e o pavilhão também. Muita história, casamento, festas, teatros, parte esportiva, recreativa, a catequese, a gente fazia ali, tinha o uso, e agora aconteceu isso”, lamentou a ministra da igreja, Janice Aparecida Couto Nessa.
Apesar da intensidade do temporal no município, o Corpo de Bombeiros não contabilizou chamados relacionados a ocorrências na região.








