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Polícia e empresas de tecnologia desmantelam botnet global com 1,3 milhão de TV boxes infectadas

Malware criado por fabricante chinesa vinha embutido de fábrica em aparelhos Android comercializados em mais de 200 países.

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Polícia e gigantes de tecnologia derrubam botnet com 1,3 milhão de TV boxes

Uma força-tarefa composta por autoridades policiais do Japão e grandes corporações de tecnologia conseguiu desarticular uma gigantesca rede criminosa composta por 1,3 milhão de TV boxes infectadas. A infraestrutura maliciosa operava em mais de 200 territórios ao redor do globo, incluindo o Brasil.

A origem do malware nas unidades Android

A investigação que culminou na queda da rede contou com a participação do Google, Lumen, Human Security, Plume, Synthient e TrendAI. De acordo com o Google, o malware batizado de XCPE foi criado de forma proposital pela fabricante chinesa Videostrong para fins de obtenção de lucro ilícito. Os aparelhos vinham de fábrica equipados com o código malicioso, afetando projetores e set-top boxes comercializados sob diferentes marcas antes mesmo de chegarem aos consumidores finais.

Os dispositivos comprometidos estabeleciam conexão com servidores controlados pelos criminosos assim que acessavam a internet. A investigação apontou que a Videostrong comercializava o acesso a essas unidades para terceiros, viabilizando a instalação de novos módulos de ameaças focados em fraudes publicitárias e redes de proxy residencial.

Impacto ampliado e sanções severas

Além da infraestrutura principal do XCPE, a ofensiva mirou servidores de apoio utilizados para distribuir ameaças adicionais. Com isso, estima-se que a ação conjunta possa ter interrompido o acesso a outros 10 milhões de equipamentos afetados por canais paralelos. Como punição, a fabricante teve suas relações rompidas com o Google, ficando impedida de produzir eletrônicos certificados ou fornecer softwares para parceiros da marca.

Desafios para remoção e cenário no Brasil

Apesar da derrubada dos servidores centrais, a eliminação da infraestrutura não retira automaticamente o XCPE dos equipamentos já comprometidos. O código indesejado pode retornar ao reiniciar o sistema, embora a interrupção da comunicação impeça que os operadores mantenham o controle financeiro e técnico dos aparelhos.

No cenário nacional, o Brasil figura entre as regiões com maior densidade de dispositivos contaminados. A problemática das unidades irregulares é combatida de perto pela Anatel, que intensificou o bloqueio de endereços e URLs piratas, além de exigir critérios rígidos de segurança cibernética na homologação de novos produtos voltados ao mercado brasileiro.

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