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Escolas e ruas registram onda de violência eleitoral entre jovens

Casos de intolerância política envolvendo estudantes e crianças ganham repercussão nacional nas redes sociais.

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Estudantes relatam violência relacionada à eleição presidencial

Um caso de agressão física e verbal dentro de uma instituição de ensino em Itajaí, Santa Catarina, foi registrado em uma gravação compartilhada nas plataformas digitais, evidenciando o crescimento de conflitos motivados pelo cenário político nacional.

Violência física em ambiente escolar Na gravação, duas pessoas utilizando o símbolo nacional como vestimenta atacam colegas que vestiam peças vermelhas no interior do estabelecimento de ensino catarinense.

Conforme o depoimento da responsável pela filmagem, os adolescentes envolvidos, estimados em 15 anos de idade, também teriam disparado ofensas verbais e criticado negativamente o benefício social Bolsa Família.

Intolerância em faculdades e casos no Distrito Federal A situação de hostilidade nas salas de aula se estendeu para o ensino superior. Alunos de medicina de uma faculdade em Araguari direcionaram xingamentos a colegas bolsistas e a estudantes que comercializavam doces para custear despesas pessoais.

Diante do ocorrido, a instituição de ensino publicou um posicionamento oficial declarando que a faculdade passa a repudiar “qualquer manifestação de intolerância ou discriminação, seja por convicções políticas ou por condição socioeconomica”.

Paralelamente, um adolescente de 16 anos precisou mudar de colégio no Distrito Federal após relatar episódios de perseguição por ter declarado voto em um candidato específico.

Criança é humilhada em bar na capital cearense Fora dos muros acadêmicos, a polarização também atingiu menores de idade. Em Fortaleza, uma gravação protagonizada por uma influenciadora digital gerou revolta após um garoto de nove anos, diagnosticado com autismo e que comercializava doces, ser alvo de constrangimento em um estabelecimento comercial.

A criadora de conteúdo questionou a escolha política da família da criança e, após a resposta, recusou-se a efetuar a compra, publicando as imagens na internet.

Apoio à família após repercussão O menino, que reside na periferia e é criado pela avó desde o falecimento da mãe, recebeu uma corrente de solidariedade na internet e apoio direto de grupos de motociclistas após o episódio ganhar forte repercussão pública.

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