A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) manifestou apoio à indicação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para o cargo de ministro da Fazenda em um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista publicada neste sábado (31.out.2026), a parlamentar recém-reeleita para o seu terceiro mandato na Câmara dos Deputados também confirmou que estuda concorrer novamente à Prefeitura de São Paulo no pleito de 2028.
Apoio a Alckmin e corte de gastos
Reunindo experiência na vida pública e capacidade de unir responsabilidade fiscal com pautas sociais, Alckmin foi apontado pela deputada como o nome ideal para a pasta econômica. Questionada sobre a possibilidade de o vice-presidente assumir a Fazenda, respondeu: “Eu defendo. Agora, importa minha defesa? É uma decisão do presidente Lula”.
A congressista ressaltou que a escolha não visa a partilha de cargos, mas sim a concretização de um projeto nacional. “Mais uma vez, não é porque a gente está interessado em lotear o governo. É porque a gente tem projeto de País. É porque eu sei que o Alckmin, nosso vice-presidente, tem uma visão que concilia o social e o fiscal. E é ando que eu gostaria de ver na Fazenda. Se outras pessoas tiverem também essa visão, ótimo, vou achar lindo também”, declarou. Além disso, ela defendeu medidas como o corte de benefícios fiscais, a redução de emendas parlamentares e o combate aos supersalários para equilibrar as contas públicas. “Agora, não vamos esquecer o quanto que esse Estado é inchado para as elites. Vamos começar reduzindo as emendas parlamentares? Vamos ter coragem de cortar a isenção fiscal, desconto para empresário que tem amiga em Brasília? Vamos enfrentar os supersalários?”, afirmou.
Planos para a Prefeitura de São Paulo em 2028
Sobre o seu futuro político na capital paulista, Tabata admitiu o interesse em disputar o comando da prefeitura municipal daqui a alguns anos, embora o tema ainda exija diálogos e articulações partidárias. Ela concorreu ao posto em 2024 e alcançou a quarta colocação. “Esse é o meu desejo e é o desejo do meu partido. Mas é uma construção, como sempre é. Conversando com outras pessoas, conversando com quem está aqui na cidade e trabalhando”, declarou.
A parlamentar aproveitou para criticar a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), seu adversário no pleito anterior, apontando supostos abusos envolvendo o uso de servidores públicos e a redução da frota de ônibus em turnos decisivos. Para ela, o avanço da votação de Lula na capital demonstra que o eleitorado local rejeita extremos: “São Paulo não é bolsonarista. Isso está claro para todo mundo”, disse.
Regulação das redes sociais e eleições
Outro ponto abordado pela deputada foi a necessidade de estabelecer novas diretrizes para a atuação das plataformas digitais durante os períodos eleitorais. Em conversas com líderes partidários e com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a congressista propôs maior transparência nos algoritmos e no financiamento de conteúdos patrocinados. “Outra coisa é o algoritmo. Eles não vão abrir o código, mas precisamos do mínimo de transparência. Eu preciso ter convicção de que, numa eleição, o algoritmo não está desenhado para favorecer um partido ou um lado”, afirmou.
Por fim, a deputada levantou suspeitas sobre o impacto das redes sociais nos resultados das disputas de 2026, indicando que os mecanismos de recomendação podem ter beneficiado o campo conservador. “Acho que, sim, a população brasileira está mais à direita, mas eu também acho que houve muita interferência por meio das plataformas que distorceram o resultado da eleição”, declarou. Um grupo de trabalho deve iniciar as discussões sobre o tema nos próximos dias na Casa legislativa.








