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Queda no Nasdaq Futuro após balanço do Google abala setor tech

Bolsas internacionais reagem ao balanço da Alphabet e à decisão do Federal Reserve sobre juros nos Estados Unidos.

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Nasdaq Futuro cai mais de 1% após balanço do Google abalar confiança no setor de IA

O contrato do Nasdaq Futuro registra queda superior a 1% nesta quinta-feira (29), impulsionado por resultados financeiros desfavoráveis da Alphabet, controladora do Google. A retração reacende o ceticismo do mercado financeiro em relação ao retorno financeiro dos massivos aportes bilionários direcionados à inteligência artificial.

Impacto nos papéis da Alphabet

Os ativos da gigante de tecnologia sofreram um tombo de 10% nas negociações do pregão estendido, reflexo direto de uma receita que ficou aquém das estimativas projetadas por analistas. O revés acentua a apreensão de que a companhia esteja perdendo espaço para rivais diretos no setor de IA, mesmo após destinar centenas de bilhões de dólares para o desenvolvimento da inovação.

A atenção dos acionistas agora se volta para a divulgação dos números da Amazon, previstos para esta quinta-feira, e da Apple na próxima semana. A exigência por comprovação prática de que os investimentos tecnológicos se convertam em lucros mais sólidos domina o sentimento corporativo.

Decisão do Federal Reserve e cenário macroeconômico

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve optou por manter a taxa básica de juros estabilizada na faixa entre 3,75% e 4% ao ano. A medida já era amplamente precificada pelo mercado, dado que o Comitê Federal de Mercado Aberto havia promovido uma elevação de 0,25 ponto percentual durante o mês de setembro.

O comunicado oficial ressaltou a continuidade de um cenário marcado por elevada incerteza geopolítica, além da solidez da demanda interna, impulsionada por aportes consistentes.

Para Yihao Lin, economista da Genial Investimentos, a sinalização mantém a inflação no centro das preocupações do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) e reforça a perspectiva de novos aumentos dos juros. Assim, apesar da manutenção da taxa e de um número de votos dissidentes menor que o esperado, a comunicação foi interpretada como hawkish (favorável a uma política monetária mais restritiva), em linha com a projeção da Genial de uma nova alta de 0,25 ponto percentual em dezembro.

No encerramento parcial dos índices futuros norte-americanos, o Dow Jones Futuro avançava 0,53%, enquanto o S&P 500 Futuro recuava 0,31% e o Nasdaq Futuro operava em baixa de 0,30%.

Bolsas na Europa e Ásia-Pacífico

Na Europa, os principais índices operam em terreno positivo, impulsionados pela manutenção dos juros norte-americanos e na expectativa pelo veredito monetário do Banco Central Europeu. Os operadores buscam direcionamentos sobre os próximos passos da autoridade monetária europeia, avaliando a probabilidade de um aperto nas taxas ainda em dezembro. Entre os índices, o STOXX 600 subia 0,41%, o DAX da Alemanha avançava 0,48%, o FTSE 100 britânico somava 0,53%, o CAC 40 francês registrava alta de 0,83% e o FTSE MIB italiano caía 0,19%.

Já na região da Ásia-Pacífico, o fechamento ocorreu sem uma tendência unificada. O destaque negativo ficou com o índice Kospi, da Coreia do Sul, que desabou 1,2% após uma forte correção em relação ao seu melhor desempenho trimestral registrado na véspera. Na China, o Shanghai SE recuou 0,82%, ao passo que o Nikkei do Japão subiu 1,10%. O Hang Seng de Hong Kong perdeu 0,59%, o Nifty 50 da Índia valorizou 0,83% e o ASX 200 australiano avançou 0,50%.

Comportamento das commodities e criptomoedas

No mercado de energia, as cotações do petróleo registraram perdas, devolvendo parte dos ganhos acumulados no dia anterior. O movimento reflete a diminuição das tensões no Oriente Médio, à medida que expectativas de negociações pacíficas atenuam os temores de gargalos no suprimento global. O petróleo WTI recuou 1,29%, cotado a US$ 101,45 o barril, enquanto o Brent registrou baixa de 0,82%, negociado a US$ 114,37.

Em contrapartida, o minério de ferro comercializado na China fechou em alta, impulsionado pelo crescimento na atividade de produção de ferro-gusa pelas siderúrgicas locais e pelo encarecimento dos fretes, embora o avanço tenha sido limitado por cortes de produção na província de Hebei. O contrato em Dalian subiu 2,40%, alcançando 682 iuanes (US$ 102,31).

Entre os ativos digitais, o Bitcoin (BTC) apresentou desvalorização de 1,71% nas últimas 24 horas, cotado a US$ 79.877,50.

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