A Gerdau (GGBR4) apresentou resultados positivos no terceiro trimestre de 2026, com desempenho sólido na América do Norte, números acima do esperado no Brasil e forte geração de caixa livre, na avaliação dos bancos consultados. Com isso, nesta terça-feira (27), a ação GGBR4 abriu em alta, mas fechou com perdas de 2,75%, a R$ 24,75.
Destaque para o mercado norte-americano
A XP Investimentos considera o balanço positivo, sustentado por mais um trimestre de desempenho sólido na América do Norte. Os analistas Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano destacam a expansão das margens na região em relação ao trimestre anterior, impulsionada pela alta dos preços do aço.
Para o Goldman Sachs, as operações na América do Norte registraram mais um trimestre sólido, com margem EBITDA de 27,7%, a maior dos últimos 15 trimestres. O desempenho foi sustentado por volumes resilientes de vigas e perfis, que cresceram 3% em relação ao mesmo período do ano anterior, preços realizados sólidos, com alta de 5% em dólares na comparação trimestral, controle de custos e carteira de pedidos ainda elevada, superior a 100 dias.
Geração de caixa e projeções
Na mesma direção que XP e Goldman Sachs, o Bradesco BBI avalia o resultado como positivo, com o forte desempenho da operação norte-americana e a geração de caixa suportando os números consolidados. De acordo com BBI, a geração de caixa foi um destaque positivo, atingindo R$ 1,4 bilhão no trimestre, apoiado por fortes resultados operacionais e menor consumo de capital de giro.
O Itaú BBA, por sua vez, mantém uma perspectiva positiva para o desempenho operacional da Gerdau no 4º trimestre, especialmente na América do Norte, onde as margens permaneceram em níveis sólidos apesar da parada programada para manutenção em Midlothian.
Desafios no brasil e América do Sul
No Brasil, as operações tiveram desempenho acima do esperado pelo Goldman Sachs, principalmente devido a um mix de vendas mais rentável, com menor participação das exportações. Entretanto, o enfraquecimento da demanda doméstica é uma preocupação importante para os próximos trimestres. As vendas de aços longos caíram 12% na comparação anual, ante recuo de 11% no acumulado dos nove primeiros meses de 2026, indicando desaceleração, em parte pelo impacto dos juros elevados sobre a construção civil.
Na avaliação do JPMorgan, a operação da América do Sul foi o destaque negativo, com EBITDA de R$ 160 milhões, queda de 21,9% em relação ao trimestre anterior e resultado 10,6% inferior as estimativas do banco, devido a custos mais elevados.
Proventos e recomendações dos analistas
Além disso, a Gerdau anunciou dividendos de R$ 0,34 por ação, dividend yield anualizado de 5,4%, enquanto avançou com seu programa de recompra. No geral, a Gerdau continua sendo nome preferido da XP em Mineração e Siderurgia, sustentada pela sólida geração de FCF nos EUA em 2027 e pela exposição long em dólares em meio a um ambiente doméstico desafiador.
Já o Goldman Sachs reiterou recomendação neutra para Gerdau, com preço-alvo de R$ 29. O BBI também manteve recomendação neutra para as ações, mas reconhece que a resiliência na América do Norte e o câmbio favorável devem continuar impulsionando os lucros da empresa nos próximos trimestres, conferindo algum suporte para o valuation. O JPMorgan, por sua vez, manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 35.







