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Alex Telles revela origem das faltas e aponta trunfo no Botafogo

Lateral vive temporada artilheira em 2026, elogia o técnico Tite e detalha sua evolução nas bolas paradas.

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Alex Telles explica como bola parada virou trunfo e diversifica gols pelo Botafogo em 2026: "Não tenho gol feio"

O capitão do Botafogo, Alex Telles, vive uma das fases mais artilheiras da carreira em 2026. Próximo de completar 34 anos, o lateral acumula sete gols na atual temporada, destacando-se pela variedade nas finalizações, que incluem cobranças de falta, pênaltis, cabeceios e chutes por cobertura.

A origem das cobranças de falta Essa habilidade nas bolas paradas, responsável por seus tentos mais recentes contra Fluminense e Vasco, começou na infância com o apoio de seu pai, José Telles.

— Começou lá no início, quando eu tinha nove, dez anos. Meu pai me levava para um clube para a gente curtir com a família, e eu tinha que ficar pelo menos uma hora no campo. Colocava a camisa no canto e queria que eu acertasse, derrubasse sempre. Muitas vezes eu não acertava, ficava bravo, mas ele fazia com que eu terminasse. Só saía dali quando eu derrubasse a camisa. Começou ali essa tentativa de acertar o ângulo, jogar a bola onde tinha que ser — explicou.

O jogador também destacou a busca por diferenciação em campo desde o início da trajetória profissional no Juventude.

— A partir do momento que você começa a perceber a sua posição, eu comecei a perceber que eu tinha qualidade para bater na bola, poder fazer um diferencial. Os laterais são muito físicos, ultrapassagens, cruzamentos, e eu sempre tentei buscar o diferencial de trabalhar muito a bola parada. Desde que eu subi no Juventude, assumi as bolas paradas lá com 18 anos. Comecei a dar certo, ter algumas assistências. A confiança foi subindo e começuei a trabalhar em cima disso.

Relação com Tite e metas no Brasileirão O veterano também comentou o impacto da chegada do técnico Tite, com quem trabalhou na seleção brasileira, ressaltando o lado humano do comandante alvinegro.

— Hoje em dia, a parte tática, a parte técnica, nós trabalhamos todos os dias, a gente vê, assiste. O jogador sabe do que precisa ser feito dentro de campo. Dentro disso eu acredito que há vários comportamentos. Esses comportamentos são feitos no dia a dia no treinamento, numa academia, num simples vídeo antes num jogo que voc assiste concentrado. Acho que são pequenas coisas que a gente vê no dia a dia, que são importantes e que às vezes o próprio atleta acaba deixando de lado e o professor é um cara que abrange tudo isso. Ele desde que entra aqui no clube, desde que a gente vê ele trabalhando…

O atleta relatou um momento marcante envolvendo o treinador durante a preparação da equipe.

— Teve um discurso que eu dei agora do jogo da Chapecoense, que eu falei que que o professor passa o vídeo pra gente com emoção. Realmente ele passou um vídeo para nós e se emocionou simplesmente passando um vídeo do nosso treino, nosso jogo. Isso me deixou um pouco constrangido, porque é um cara do tamanho do Tite, um cara que conquistou tudo, vem com essa vontade, com essa alma. Então acho que a gente precisa representar isso também. Na minha visão, vai muito mais além do que uma parte tática, uma parte física, porque a gente vai lá para dentro, o primeiro que comanda o nosso corpo é a cabeça. Então acho que isso faz muita diferença. Ele veio com esse intuito de poder ajudar a gente não só na parte tática, obviamente, como treinador, mas também nos comportamentos do dia a dia que fazem a diferença no campo.

Sobre a reta final da temporada do Campeonato Brasileiro e a busca por uma vaga em torneios continentais, o camisa 13 adota cautela antes de projetar objetivos maiores.

— Eu não posso ser hipócrita e dizer que a gente tá pensando em Libertadores se a gente não fez 45 pontos ainda. A gente tem que ter os pés no chão. Obviamente a gente quer muito buscar vaga na Libertadores, Pré-Libertadores, Sul-Americana. Isso é inevitável, mas primeiro a gente tem que fazer nosso objetivo. Fazer 45 pontos, que acredito que a gente vai conseguir fazer com os jogos que a gente tem, que a gente vai lutar para isso. Mas a gente está tratando esse jogo a jogo. Jogo a jogo é tão importante porque a cada jogo, dependendo do resultado, a gente vai traçando o nosso objetivo. A gente não pode pensar lá na frente, sendo que a gente tem um jogo importante agora sábado. Acho que jogo a jogo vai fazer a gente pensar nos nossos objetivos. Claro, a nossa meta sempre é terminar o campeonato na posição mais alta possível e a gente já projetar para o próximo ano. Então, com certeza, a gente vai pensar jogo a jogo pra ter a nossa meta alcançada lá em cima.

O Botafogo ocupa a 11ª posição na tabela com 39 pontos e se prepara para enfrentar o Internacional neste sábado, às 16h30, no estádio Beira-Rio.

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