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Lula associa deputado preso pela PF a aliado político durante sabatina

Presidente fez menção à operação da Polícia Federal e criticou a oposição ao responder sobre impactos políticos da crise no STF.

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Lula liga Flávio a Canella, preso pela PF, durante sabatina na “Globo”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva associou, nesta quinta-feira (15.out.2026), o deputado estadual Márcio Canella ao senador Flávio Bolsonaro, seu adversário no segundo turno da disputa eleitoral. O parlamentar foi alvo de uma operação da Polícia Federal no estado do Rio de Janeiro.

Declarações na TV Globo

A menção ao caso ocorreu durante a sabatina realizada pela emissora. O tema surgiu quando o chefe do Executivo foi questionado acerca de eventuais reflexos da crise de reputação enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal nos resultados do primeiro turno das eleições.

Ao pontuar que não possuía uma análise fechada sobre esse impacto específico, o mandatário direcionou as críticas para o grupo político rival, lembrando que a prisão preventiva de Canella aconteceu no âmbito da oitava fase da operação Unha e Carne.

“Hoje, a Polícia Federal esteve no Rio de Janeiro interferindo numa das pessoas importantes do clã do Bolsonaro, o Canella, que foi preso e que a mãe do Flávio ia ser suplente dele no Senado”, afirmou Lula.

Ligação política no Rio de Janeiro

A conexão citada pelo presidente diz respeito à escolha de Rogéria Bolsonaro para compor a chapa como primeira suplente na pré-candidatura ao Senado de Canella, que na época exercia o cargo de prefeito de Belford Roxo. O plano inicial foi alterado após a desistência da disputa pelo político.

Mesmo com a mudança nos planos eleitorais, registros públicos mostram que os laços políticos permaneceram visíveis. Em 22 de abril de 2026, uma gravação conjunta foi veiculada nas redes sociais, na qual Flávio manifestava apoio público ao projeto político do aliado fluminense.

Supremo Tribunal Federal

No mesmo espaço de entrevistas, o presidente abordou as turbulências institucionais envolvendo a Suprema Corte, apontando que o setor oposicionista tentaria transferir a responsabilidade do cenário para o governo federal com o intuito de atingir a cúpula do Judiciário.

“Obviamente que a extrema direita tenta jogar a Suprema Corte nas minhas costas porque eles querem cassar o Alexandre de Moraes não é por conta do Banco Master apenas. Eles querem cassar o Alexandre de Moraes porque o Alexandre de Moraes prendeu o pai do Bolsonaro”, declarou.

Até o encerramento desta cobertura, a equipe de comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro foi contatada para comentar os apontamentos feitos pelo presidente, mas não houve retorno. O espaço segue aberto para eventuais posicionamentos.

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