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Campanha de Lula acusa a Meta de viés pró-Flávio Bolsonaro para observadores

Representantes internacionais ouviram denúncias sobre tratamento desigual e falhas em ferramentas digitais durante a disputa.

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Campanha de Lula reclama da Meta a observadores internacionais

A coordenação política da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição apresentou, nesta 5ª feira (15.out.2026), reclamações contra a Meta a missões internacionais de observação eleitoral credenciadas pelo Tribunal Superior Eleitoral. O grupo afirma que a plataforma adota “tratamento assimétrico” em favor do candidato Flávio Bolsonaro (PL) no ambiente digital.

Reunião com missões internacionais O coordenador e presidente nacional do PT, Edinho Silva, apresentou as ocorrências a representantes de 6 grupos, incluindo a OEA (Organização dos Estados Americanos) e a União Europeia. A campanha cobra transparência e diligência da empresa e pede apuração sobre a fundamentação das decisões automatizadas da plataforma.

Eis os grupos que participaram da reunião:

OEA (Organização dos Estados Americanos); União Europeia; Uniore (União Interamericana de Organismos Eleitorais); Parlasul (Parlamento do Mercosul); Liga dos Estados Árabes; Rojae-CPLP (Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

Evidências de supostas irregularidades A campanha levou 8 ocorrências com suporte documental e estudos de terceiros. Entre os casos apresentados estão a desabilitação temporária da conta de anúncios de Lula sem justificativa, desequilíbrio de engajamento entre páginas e suposto tratamento algorítmico desigual entre as campanhas. A campanha também apresentou variações na contagem de visualizações e impacto na performance de vídeos.

Outros episódios relatados incluem uma restrição de 24 horas para impulsionamento via feed do Instagram e a recusa da ferramenta de inteligência artificial da Meta em criar materiais com Lula. Pedidos equivalentes envolvendo Flávio Bolsonaro foram atendidos, segundo a campanha.

Anomalias em buscas e canais no WhatsApp também foram citadas. Ao buscar o canal de Lula, a plataforma teria sugerido o canal do adversário.

Ações jurídicas e decisão do TSE A campanha informou que já apresentou pedidos sucessivos ao TSE e fez denúncia à presidência da Corte Eleitoral solicitando explicações à Meta. Um canal oficial para coleta de denúncias de censura e comportamentos anômalos foi criado.

Ao fim da reunião, o TSE anunciou decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze, que acolheu pedido da campanha de Lula e determinou que a Meta adote medidas para garantir tratamento igualitário às duas campanhas presidenciais.

Todos os apontamentos serão formalizados com documentação de evidências e entregues às missões observadoras. Os observadores seguirão acompanhando as respostas e decisões do TSE, enquanto a campanha e as entidades de observação continuarão a apurar os episódios na esfera jurídica.

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