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Jornais estrangeiros repercutem fim da jornada 6×1 e vitória de Lula

Aprovação da PEC no Senado repercutiu na imprensa internacional a poucos dias do segundo turno da disputa presidencial.

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Mídia internacional destaca vitória de Lula com o fim da escala 6 X 1

A imprensa internacional repercutiu nesta quinta-feira (15.out.2026) a aprovação no Senado da PEC 221 de 2019, medida que diminui a carga horária semanal de 44 para 40 horas no país, mantendo os salários intocados. Os veículos estrangeiros analisaram tanto as consequências trabalhistas quanto o peso político da decisão, tomada bem perto do segundo turno das eleições presidenciais, agendado para 25 de outubro.

Cobertura da imprensa global

Grandes nomes do jornalismo mundial — como o britânico The Guardian, a agência Associated Press, o espanhol El País, a Reuters e a emissora alemã Deutsche Welle — conectaram a votação ao embate eleitoral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Os jornais apontaram a decisão como um triunfo político do atual chefe do Executivo e lembraram que o oposicionista, que antes criticava a pauta, acabou registrando voto favorável.

O The Guardian pontuou que a investida de Lula busca recuperar o respaldo de empregados do comércio, da hotelaria e do setor de restaurantes. O periódico salientou que a alteração legislativa favorece operadores de baixa renda, parcela demográfica crucial para o pleito. Por sua vez, a Reuters focou nos receios do setor produtivo quanto aos gastos adicionais e à repercussão na produtividade econômica, além de reproduzir uma postagem em que o presidente celebrou o resultado e afirmou que o fim da escala 6×1 representa “mais tempo para viver, descansar, estar com a família, ver os filhos crescerem, cuidar de si e aproveitar a vida”.

Detalhes da votação no Senado

O plenário aprovou a Proposta de Emenda à Constituição em dois turnos na quarta-feira (14.out.2026), acumulando 75 votos a favor, 1 contra e nenhuma abstenção em ambas as etapas. Apenas o senador Hamilton Mourão se posicionou contrariamente à matéria.

A nova regra diminui de forma escalonada o limite semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerados, sem prejuízos aos vencimentos. Inicialmente, o teto recuará para 42 horas dois meses após a promulgação, até atingir o patamar final. O documento seguirá agora para a promulgação conjunta das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado.

Repercussão e cenário eleitoral

O diário espanhol El País interpretou o aval do Congresso como um êxito político estratégico para o governo. Já o francês Le Monde, repercutindo um despacho da agência AFP, registrou a declaração do relator Omar Aziz, que definiu o texto como “a maior vitória dos trabalhadores brasileiros desde a Constituição de 1988”.

A medida representou uma das principais bandeiras empunhadas pela gestão federal durante a disputa pela reeleição, consolidando-se no centro do debate político a apenas 11 dias da definição nas urnas.

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