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Morte de jovem em festival na Audio gera investigação em São Paulo

Participantes denunciaram superlotação e temperatura elevada na casa de shows localizada na zona oeste da capital paulista.

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Morte no Zig Festival é investigada como suspeita; público relata calor e superlotação na Audio

A Polícia Civil de São Paulo apura as circunstâncias da morte de Pedro Felipe Higa Felizatto, de 28 anos, ocorrida na madrugada do último domingo, 11. O jovem passou mal durante o Zig Festival, realizado na casa de shows Audio, situada na Barra Funda, zona oeste da capital.

Investigação policial e atendimento médico O registro do óbito foi formalizado pelo pai da vítima no 2º Distrito Policial do Bom Retiro, sendo o caso posteriormente transferido para o 23º DP de Perdizes. A Secretaria de Segurança Pública tratou a ocorrência como morte suspeita, enquanto o Instituto Médico Legal ainda não revelou a causa oficial.

Por volta de 1h40, um bombeiro civil conduziu Pedro até a enfermaria do evento para o atendimento inicial. Na sequência, uma ambulância UTI o transferiu para a Santa Casa de São Paulo. Conforme a instituição hospitalar, os profissionais tentaram manobras de ressuscitação sem sucesso, e o falecimento foi confirmado no local.

Relatos de superlotação e calor intenso Frequentadores utilizaram as redes sociais para criticar a estrutura da casa de shows durante o festival voltado ao público LGBTQ+, que contou com atrações internacionais como Slayyyter, Rochelle Jordan e Inji. Diversos relatos apontaram falhas na ventilação, temperatura excessiva e problemas de circulação. Vários participantes também afirmaram ter tido mal-estar ou desmaiado.

“Pedro nunca teve histórico de nada e não tinha nenhum hábito nocivo para a saúde, ainda não entendemos o que houve de fato”, afirmou um amigo à imprensa.

Posicionamento dos organizadores e da casa de shows Em notas oficiais, tanto a administração da Audio quanto a organização do Zig Festival expressaram pesar pelo falecimento e asseguraram total colaboração com as investigações policiais. A produtora declarou que o suporte médico seguiu rigorosamente os protocolos de emergência previstos.

“A ZIG nasceu para ser um espaço de inclusão, alegria e celebração, um lugar onde a comunidade LGBTQ+ e todos que caminham com ela possam se encontrar, ser quem são e festejar juntos. Nem de longe era assim que gostaríamos de estar falando com vocês hoje”, diz o comunicado.

Enquanto a Polícia Civil aguarda os laudos periciais definitivos do IML, a defesa jurídica do evento, representada pelo advogado Danilo Ciliano, ficou responsável por prestar eventuais esclarecimentos adicionais à sociedade. O corpo de Pedro Felipe foi sepultado na tarde da última terça-feira, 13, no Cemitério da Paz Morumbi.

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