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Grammy 2027: categoria de canção do ano deve ser dominada por mulheres

Especialistas apontam cenário totalmente em aberto e apostam na força da nova geração para a premiação do próximo ano.

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Os concorrentes ao Grammy de Canção do Ano de 2027 devem ser predominantemente mulheres

À medida que se aproxima o anúncio oficial das indicações ao Grammy 2027, marcado para o dia 16 de novembro, especialistas do mercado musical começam a projetar os favoritos em diversas categorias. Para a disputa de canção do ano, a expectativa é de um predomínio expressivo de vozes femininas jovens, embora o cenário atual se mostre bastante descentralizado.

Falta de consenso e imprevisibilidade

Diferente de edições anteriores, a corrida pelo gramofone dourado carece de um fenômeno unânime entre público e crítica. “Não existe uma ‘Not Like Us‘, aquela música que todo mundo considera a grande canção”, diz Tony Gervino, editor-chefe do Tidal, citando a grande vencedora de 2025, Kendrick Lamar. Essa ausência de uma faixa dominante abre margem para surpresas e eleva a expectativa em torno de novos talentos. “Este é um dos grupos de artistas mais empolgantes que tivemos em tempo para essas categorias”, afirma Tiana Lewis, chefe de programação pop da Apple Music.

Quem são os favoritos e as apostas

A lista de prováveis indicados reúne nomes de peso e revelações recentes. Entre os destaques cotados estão Brandi Carlile com “Returning to Myself”, Olivia Dean com “Man I Need”, Ella Langley com “Choosin’ Texas”, Bruno Mars com “I Just Might”, Raye com “Where Is My Husband!”, Olivia Rodrigo com “The Cure”, Taylor Swift com “The Fate of Ophelia”, e Don Toliver com “E85”. No entanto, a imprevisibilidade histórica do prêmio permanece como um fator crucial. “São os Grammys”, diz Gervino. “Prever pode ser arriscado.”

Quem vai ganhar?

Nas apostas para a vitória principal, o nome de Olivia Dean ganha força com “Man I Need”. A consistência da artista nas paradas ao longo dos últimos dois anos pesa a favor. “Parece inevitável”, diz Gervino. A avaliação é compartilhada por Tiana Lewis: “Ela é uma artista historicamente no estilo Grammy, como H.E.R., Adele e Alicia Keys”. Ela complementa sobre o perfil da cantora: “Com esse tipo de artista, sempre há um dos dois caminhos: ou você ganha tudo ou volta para casa de mãos vazias.”

Quem deve ganhar?

Pelo lado da preferência artística, Ella Langley desponta com “Choosin’ Texas”. Uma vitória da faixa marcaria um jejum de 15 anos sem que o gênero country levasse os prêmios principais de gravação ou canção do ano, feito alcançado pela última vez por “Need You Now”, do Lady A. O sucesso org、ânico da música impressiona os críticos. “Não devemos ignorar Ella Langley”, diz Lewis. “Tem sido muito emocionante vê-la se destacar sozinha. Este é o ano de Ella, ou até mesmo a década.”

O papel da nova geração e da velha guarda

Apesar da presença de veteranos como Taylor Swift, Bruno Mars e Harry Styles — que lançaram materiais recentes —, a avaliação é de que o padrão elevado exigido por eles próprios pode dificultar a vitória diante do ímpeto de novos nomes. O destaque recae sobre a força de compositores e intérpretes em ascensão, impulsionadas pelo impacto cultural de seus lançamentos recentes. “Essas músicas realmente não têm muito em comum, além do fato de a maioria delas ser composta por mulheres jovens”, conclui Tiana Lewis.

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