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Nunes Marques suspende propaganda de Lula contra Flávio e Gaspar

Presidente do TSE apontou omissão de fatos e uso de informações que podem confundir o eleitorado.

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Nunes Marques suspende propaganda de Lula contra Flávio e Gaspar

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou neste sábado (10.out.2026) a suspensão de uma inserção de propaganda eleitoral veiculada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida atinge diretamente o material produzido contra a chapa adversária composta por Flávio Bolsonaro (PL) e Alfredo Gaspar (PL).

Divergências nas acusações contra Flávio Bolsonaro A peça publicitária tentava contrapor a chapa governista, rotulada como a “dupla da experiência”, à oposição, tratada como a “dupla dos escândalos”. No entanto, o magistrado identificou inconsistências graves nos dados utilizados para atacar os concorrentes.

Em relação a Flávio Bolsonaro, a inserção combinava a exibição de uma manchete jornalística sobre o financiamento do filme “Dark Horse” — obra centrada no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — com uma narração em áudio que mencionava diretamente crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Omissão sobre o caso de Alfredo Gaspar O ministro avaliou que a discrepância entre a imagem mostrada e o texto falado tem potencial para confundir o eleitorado, conferindo uma falsa sensação de veracidade às acusações. Já no trecho voltado a Alfredo Gaspar, a falha apontada foi a ocultação de um dado fundamental sobre o andamento da justiça.

A campanha omitiu o fato de que a investigação citada havia sido encerrada pelo Supremo Tribunal Federal dias antes, em 6 de outubro, antecedendo o início das veiculações televisivas.

Decisão provisória da Justiça Eleitoral Para a corte, a falta dessa informação crucial induz o público a pensar que o inquérito ainda segue ativo. A ordem judicial foi emitida em caráter liminar, configurando uma deliberação provisória enquanto o mérito do caso é avaliado.

“A omissão do arquivamento, combinada com a exibição de manchete pretérita como se atual fosse, transmite ao eleitorado a falsa percepção de que a apuração permanece em curso”, afirmou o ministro.

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