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Eduardo Paes desiste da disputa e governo do RJ é definido no primeiro turno

Decisão do STF confirmou a anulação de votos de Garotinho, garantindo a vitória de Douglas Ruas ainda na etapa inicial do pleito.

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Paes desiste de candidatura no Rio, após Zanin negar recurso ao STF

O cenário político fluminense sofreu uma reviravolta decisiva após a desistência de Eduardo Paes (PSD) da disputa pelo governo estadual. A retirada da candidatura ocorreu logo após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, negar um pedido judicial que tentava reverter a anulação de sufrágios na região.

Impacto da decisão do STF Com a negativa da corte suprema, manteve-se o entendimento que invalidou os votos destinados a Anthony Garotinho (Republicanos). Essa movimentação jurídica alterou o panorama da apuração, impulsionando a campanha de Douglas Ruas (PL) acima da cláusula de barreira necessária para a definição do pleito na etapa inicial.

Em nota oficial divulgada à imprensa, o ex-candidato lamentou o desfecho que impediu a realização de uma nova etapa de votação, mas enfatizou a necessidade de acatar as determinações jurídicas.

Em nota, Eduardo Paes disse que, no último domingo (4), a maioria dos eleitores fluminenses votou para que a eleição para governador do Rio de Janeiro fosse resolvida em segundo turno, mas que decisão da Justiça deve ser respeitada.

“Infelizmente, a Justiça decidiu que não haverá segundo turno, contrariando a vontade soberana dos eleitores. E decisão judicial a gente respeita. É assim que funciona a democracia.”

O político também pontuou os desafios administrativos que o estado precisará enfrentar nos próximos anos, reiterando seu afeto pela região.

Segundo Paes, o estado do Rio de Janeiro enfrenta uma das maiores crises da sua história, especialmente na segurança pública. “A eleição termina, mas o meu amor pelo Rio e o meu compromisso com o povo fluminense continuam os mesmos”, completou.

Posicionamento e fiscalização futura Mesmo fora da disputa direta pelo comando do Executivo estadual, o grupo político aliado ao PSD assegurou que continuará atuando ativamente na fiscalização das contas públicas e das ações governamentais.

Ele destacou que se grupo político e o PSD estarão vigilantes. “[Seguiremos] acompanhando e cobrando resultados de um governo que representa a continuidade do grupo político que está no poder há oito anos. Seguiremos defendendo as mudanças de que o nosso estado tanto precisa.”

Por fim, o político fez questão de expressar sua gratidão aos cidadãos que depositaram confiança em sua plataforma administrativa ao longo da campanha.

“Quero mais uma vez agradecer aos mais de 3,7 milhões de eleitores que votaram em mim, que confiaram nas nossas propostas e acreditaram no nosso projeto de mudança para o estado do Rio de Janeiro.”

Retotalização dos votos e nova configuração A reviravolta jurídica foi sacramentada pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a retotalização dos sufrágios válidos sem o cômputo direcionado a Garotinho. O placar final da corte eleitoral registrou 5 votos a 2.

Dessa forma, Douglas Ruas ultrapassou a marca de 50% dos votos válidos com uma margem de aproximadamente 74 mil votos acima do necessário, assegurando a vitória matemática. Antes da exclusão dos sufrágios sub judice, Ruas acumulava 49,27% (4.271.199 votos), enquanto Paes registrava 42,76% (3.706.984 votos). A oficialização do novo resultado agora depende exclusivamente de trâmites formais do TRE-RJ.

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