O ex-dirigente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, emitiu uma nota oficial na sexta-feira (9) para desmentir veementemente qualquer ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e refutar o envolvimento da instituição na produção ou no financiamento do documentário sobre o atual presidente, dirigido pelo cineasta Oliver Stone.
Posicionamento oficial de Okamotto
De acordo com a publicação divulgada pela revista Veja, Vorcaro teria relatado por meio de áudios e documentos que repasses financeiros milionários foram negociados com o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto para viabilizar o longa-metragem e o próprio instituto, com o intuito de obter vantagens em fundos de pensão estatais. O material teria sido apresentado à Procuradoria-Geral da República durante conversas preliminares para uma delação premiada.
Em sua defesa, o ex-responsável pela entidade negou categoricamente as informações veiculadas pela imprensa e criticou o momento da divulgação: “Portanto, é totalmente infundada a matéria da revista Veja, que, mais uma vez, em período eleitoral, promove mentiras com o objetivo de beneficiar seus candidatos”.
“Eu não conheço o senhor Daniel Vorcaro. Nunca estive e tampouco me reuni com ele. Se tivesse pedido uma reunião comigo, eu não teria aceitado, porque a fama dele já era muito ruim”, afirmou Okamotto.
Sobre o projeto audiovisual de Oliver Stone, a nota reforça a tese de que a execução ficou restrita ao cineasta estrangeiro: “O Instituto Lula e eu nunca estivemos envolvidos na produção e na captação de recursos. Nunca recebemos recursos para a realização do filme”.
Manifestação da Polícia Federal
A Polícia Federal informou que o investigado não prestou depoimento com o teor apontado pela reportagem e tampouco repassou documentos comprobatórios com o conteúdo descrito. A corporação destacou que as propostas de colaboração da defesa foram rejeitadas por falhas no preenchimento dos requisitos legais. Além disso, a instituição confirmou o recebimento de uma notícia-crime solicitando investigações urgentes sobre o caso, que foi repassada ao setor técnico.
Reação do Partido dos Trabalhadores
A legenda também se pronunciou na mesma sexta-feira, definindo a matéria jornalística como uma ação política e anunciando que ingressará com medidas judiciais cabíveis para reparar os danos causados pela publicação no período de disputa eleitoral.
“É estarrecedor que, a duas semanas do 2º turno das eleições presidenciais, a revista Veja estampe em sua capa acusações gravíssimas sem apresentar uma única prova”, afirmou o partido.







