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Professor de Cafeara vira réu por crimes sexuais contra alunas

Educador contratado via PSS está detido desde setembro e enfrenta acusações que vão de importunação até tentativa de estupro de vulnerável.

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Professor preso por crimes sexuais no Paraná tirava foto de estudantes e se recusava a apagá-las

O docente Alessandro Lucas Póvoa, de 40 anos, tornou-se réu na Justiça após investigações apontarem a prática de crimes sexuais contra cinco estudantes em uma instituição de ensino estadual localizada no município de Cafeara, na região Norte paranaense.

Modus operandi investigado De acordo com o apurado, o educador registrava fotografias das alunas sem autorização prévia e mantinha uma postura irredutível ao ser confrontado, pois se recusava a apagá-las dos registros visuais.

A apuração policial revelou ainda que o investigado se aproximava das menores solicitando contatos telefônicos e oferecendo sessões de reforço escolar de maneira particular.

Tramitação processual e acusações As denúncias formais vieram à tona em setembro, com episódios ocorridos no interior das salas de aula ao longo deste ano. O suspeito encontra-se preso preventivamente desde o dia 25 do mesmo mês.

Na última sexta-feira (2), o Judiciário acatou a acusação formal apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR). Com a decisão, o profissional responde criminalmente por tentativa de estupro de vulnerável, além de assédio e importunação sexual contra adolescentes que tinham entre 12 e 17 anos de idade.

Condutas e pedidos do Ministério Público Conforme a peça acusatória, o investigado executava atos libidinosos variados, o que inclui toques inadequados e observações inconvenientes que geraram grande constrangimento às menores de idade.

Além da pena privativa de liberdade, a promotoria solicitou que a Justiça determine o pagamento de uma reparação financeira mínima fixada em R$ 5 mil para cada uma das vítimas afetadas.

Posicionamento da defesa e da rede estadual Contatado pela reportagem, o advogado Anderson Costa, que atua na defesa de Alessandro Lucas Póvoa, informou que “ainda está se inteirando do caso”. O trâmite processual corre sob sigilo estrito devido à presença de menores envolvidas.

O educador prestava serviços à rede pública por meio de um Processo Seletivo Simplificado (PSS) da Secretaria da Educação do Paraná (Seed). Com o avanço das denúncias ministeriais, o vínculo funcional foi suspenso.

Em nota oficial, a pasta declarou: “A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) informa que acompanha o caso envolvendo a prisão de um professor contratado pela rede estadual de ensino no município de Cafeara e aguarda a conclusão dos procedimentos conduzidos pelas autoridades competentes.”

A administração estadual complementou: “A Seed-PR esclarece que foram adotados todos os encaminhamentos institucionais cabíveis e ressalta que adotará as medidas administrativas cabíveis no âmbito de sua competência, reafirmando seu compromisso com a proteção de crianças e adolescentes.”

Por fim, o órgão ressaltou que: “Informações relacionadas à investigação e aos desdobramentos do caso devem ser solicitadas aos órgãos responsáveis pela apuração e condução do procedimento, no âmbito de suas respectivas competências”.

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