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Hospital na Grande Curitiba cria corrente de apoio infantil

Iniciativa inovadora transforma pequenos pacientes em agentes de acolhimento antes da alta médica.

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Crianças escrevem cartinhas para desconhecidos em hospital e criam corrente de esperança no Paraná

Uma iniciativa emocionante desenvolvida na Região Metropolitana de Curitiba está mudando a rotina de pacientes infantis por meio da solidariedade e da empatia entre quem passa pelos corredores médicos.

Como funciona a dinâmica das cartas

Implementada recentemente no Hospital Angelina Caron, localizado em Campina Grande do Sul, a ação batizada de Cartas da Esperança promove uma corrente de carinho mútua entre os internados na pediatria.

O fluxo das mensagens ocorre em dias específicos da semana, garantindo que o suporte emocional seja contínuo para quem chega e para quem vai embora da instituição.

Às segundas-feiras, os pacientes que ingressam para realizar procedimentos cirúrgicos ganham recados artesanais produzidos por outros frequentadores da ala infantil.

Em contrapartida, nas quartas-feiras, aqueles que conquistam a alta médica ganham materiais de desenho para elaborar produções destinadas aos futuros internados, sem regras rígidas de conteúdo ou destinatários fixos.

O impacto emocional da iniciativa

A liberdade criativa dada aos participantes gera resultados surpreendentes e extremamente humanos durante o processo de recuperação e transição hospitalar.

“O mais bonito é que não precisamos dizer às crianças o que elas devem escrever ou desenhar. Cada uma encontra a sua maneira de transmitir carinho para quem vai chegar depois. Muitas acabaram de passar por uma cirurgia, também sentiram medo e estiveram em um ambiente diferente da rotina delas, mas, na hora de ir embora, conseguem olhar para outra criança e deixar uma mensagem positiva. É uma troca muito genuína”, afirma Caroline Caron Fukushima, coordenadora do serviço de pediatria do Hospital Angelina Caron.

Acolhimento estendido aos familiares

Além do público infantil, o projeto atinge diretamente o estado psicológico dos pais e responsáveis que aguardam aflitos pelos resultados dos tratamentos dos filhos.

“Quando recebemos uma criança, recebemos também uma família que está vivendo aquele momento com ela. Existe a preocupação com o procedimento, a espera e, muitas vezes, a ansiedade diante de uma situação nova. O cuidado hospitalar precisa considerar essa dimensão. As cartas são um gesto simples, mas carregam uma mensagem importante: outra criança já esteve aqui, passou por essa experiência e deixou algo bom para quem viria depois. Isso também acolhe os pais e responsáveis”, comenta a médica.

Com ações simples baseadas em papel e caneta, o ambiente hospitalar ganha novas cores e demonstra que o cuidado humanizado pode surgir dos lugares mais inesperados.

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