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Caixas de autoatendimento perdem espaço no varejo dos Estados Unidos

Lojistas norte-americanos reduzem apostas na tecnologia enquanto o mercado brasileiro mantém preferência pelo atendimento tradicional

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Chama o atendente: caixas de autoatendimento perdem força nos EUA

As tradicionais estações de autoatendimento estão perdendo espaço no setor varejista dos Estados Unidos, refletindo uma mudança estratégica importante por parte dos comerciantes locais.

Queda no interesse e mudanças no Walmart e Costco

De acordo com dados recentes da pesquisa Voice of the Retail Industry, apenas 36% dos empresários pretendem investir na tecnologia, representando uma retração de 7 pontos percentuais na comparação com 2025. Esse cenário é acompanhado pelo aumento na alocação de funcionários para gerenciar o processo de self-checkout em redes de grande porte, a exemplo de gigantes como o Walmart e a Costco.

Outro fator determinante para essa reviravolta foi o encerramento das lojas automatizadas da Amazon, movimento consolidado desde 2024. A iniciativa revelou que o modelo facilitava o furto de mercadorias, reduzindo a lucratividade dos negócios, mesmo que o impacto ocorresse em menor escala se comparado aos furtos convencionais.

A ascensão de etiquetas eletrônicas e painéis

Enquanto o autoatendimento encolhe, os investimentos corporativos estão sendo direcionados para outras inovações no ambiente físico.

As etiquetas eletrônicas registraram salto para 46%, superando os 35% registrados em 2025, enquanto os painéis de pedidos prontos também alcançaram 46%, frente aos 37% do levantamento anterior. Tais recursos otimizam a rotina comercial ao viabilizar alterações ágeis e automatizadas de preços e vitrines.

Apesar disso, ferramentas fundamentais como leitores de códigos de barras, presentes para 56% das empresas, e softwares de contabilidade, com 55%, continuam liderando as preferências tecnológicas no segmento.

O contraste com o mercado brasileiro

Diferentemente do cenário norte-americano, o panorama nacional apresenta dinâmicas distintas em relação aos pagamentos automatizados.

Um levantamento divulgado pela Globo revelou que 63% dos compradores brasileiros utilizam os terminais de pagamento autônomo, atraídos principalmente pela agilidade e conveniência na aquisição de poucos volumes.

Apesar da alta adesão, o fator humano ainda domina as preferências locais: 56% dos entrevistados optam por caixas tradicionais, e quase 70% relataram insatisfação com a eficiência dos sistemas atuais. Entre as principais barreiras, o uso de dinheiro em espécie se destaca, pois 37% evitam o autoatendimento por causa das restrições a pagamentos em dinheiro vivo, ficando limitados a cartões ou Pix, enquanto somente 9% usam o recurso para evitar contato social.

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