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Skydance nasce após fusão de Paramount e Warner em acordo bilionário

Gigante do entretenimento reúne estúdios históricos e plataformas de streaming sob o comando de David Ellison.

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Skydance nasce após fusão de Paramount e Warner

O mercado cinematográfico global passa por uma transformação histórica com a conclusão do acordo de aquisição da Warner Bros. Discovery (WBD) por US$ 111 bilhões, equivalente a cerca de R$ 552 bilhões, oficializada nesta terça-feira (06/10). Com a transação, os tradicionais estúdios de cinema passam a operar sob o mesmo grupo corporativo, dando origem à Skydance Corporation nos Estados Unidos.

O novo mapa de Hollywood e as marcas envolvidas

A operação concentra um vasto catálogo de franquias e produtoras de peso. No setor de cinema, o conglomerado une a Warner Bros. Pictures e a Paramount Pictures, enquanto no mercado de streaming a união engloba HBO Max, Paramount+ e Pluto TV.

A liderança executiva do negócio fica a cargo de David Ellison como presidente e co-CEO, acompanhado por Ynon Kreiz, que atuava como chefe da Mattel. O empresário Larry Ellison, fundador da Oracle e pai de David, também figura entre os nomes de grande influência na nova estrutura societária.

Antes de ser concluída, a transação enfrentou obstáculos judiciais. Em julho, a operação chegou a ser temporariamente paralisada após uma ação movida por procuradores-gerais de 12 estados norte-americanos, sob a liderança da Califórnia. Com a concretização da união entre Warner e Paramount, somada ao histórico movimento entre Disney e Fox, o setor de Hollywood reduz de seis para quatro o número de grandes estúdios dominantes.

Canais de TV e o futuro dos streamings

Além do cinema, o grupo passa a deter o controle de redes e emissoras como CBS, CBS News, CNN, HBO, MTV, TBS, TNT, Cartoon Network, Nickelodeon, Comedy Central e Food Network, além das divisões CBS Sports e TNT Sports. O inventário de propriedade intelectual abrange grandes sucessos como DC, Harry Potter, Senhor dos Anéis, Game of Thrones, Top Gun, Missão: Impossível e Bob Esponja.

Enquanto a divisão cinematográfica deve preservar as marcas Paramount e Warner de forma independente, publicações especializadas como a Variety apontam que as plataformas de streaming HBO Max e Paramount+ devem ser unificadas futuramente. Toda essa operação digital ficará sob a supervisão de Casey Bloys, atual responsável pela HBO e pelo HBO Max.

Condicionantes e exigências regulatórias

Embora os órgãos antitruste globais, incluindo autoridades do Brasil, tenham dado o sinal verde sem grandes entraves, o acordo exigiu a aceitação de rígidas restrições e compromissos pelo período de cinco anos para pacificar a oposição estadual.

Entre as obrigações estipuladas, a companhia está proibida de vender os complexos da Paramount situados em Los Angeles e os estúdios da Warner Bros. localizados em Burbank pelo prazo de meia década.

Adicionalmente, a corporação assumiu a meta de lançar no mínimo 30 longas-metragens anualmente nos cinemas, sendo que pelo menos 20 devem contar com distribuição ampla. Os aportes financeiros adicionais em produções nos Estados Unidos devem somar US$ 300 milhões (R$ 1,4 bilhão) por ano, alcançando o patamar de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,4 bilhões) até 2031, com a obrigatoriedade de quatro lançamentos independentes anuais.

As regras de exibição também determinam que os grandes títulos permaneçam nas salas de cinema por pelo menos 45 dias, respeitando uma janela de 90 dias antes de chegarem ao ambiente digital. Para o jornalismo, a diretriz exige a criação de um conselho editorial voltado a preservar a independência da CNN e da CBS News, além de proibir a demissão de roteiristas da emissora jornalística por cinco anos.

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