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Inspetor-geral absolve Jerome Powell de crimes em reforma bilionária

Investigação não encontrou má conduta administrativa, apontando falhas de supervisão que elevaram custos em US$ 1 bi.

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Relatório livra Powell de suspeitas criminais em reforma bilionária do Fed

O Inspetor-Geral do Federal Reserve divulgou nesta quarta-feira um relatório que afasta a possibilidade de crimes ou má conduta administrativa relacionados aos gastos excessivos na reforma dos prédios históricos do banco central americano em Washington. A auditoria analisou o projeto de reforma bilionária que gerou intensa pressão política e críticas severas por parte do presidente Donald Trump contra o ex-chair da instituição, Jerome Powell.

Problemas de supervisão e estouro orçamentário

Embora tenha descartado irregularidades criminais, o documento de 120 páginas apontou falhas generalizadas na gestão que culminaram em um acréscimo de aproximadamente US$ 1 bilhão no orçamento inicial. Com os desvios, o valor total da obra nas duas instalações situadas no National Mall atingiu a marca de cerca de US$ 2,4 bilhões, alimentando os ataques da Casa Branca em meio a disputas sobre a condução da política monetária do país.

O órgão fiscalizador detalhou em seu parecer oficial: “em nenhum momento durante nossa avaliação encontramos motivos razoáveis para acreditar que tenha ocorrido uma violação da lei penal federal que exigisse o encaminhamento ao procurador-geral dos EUA”. A apuração também concluiu que elementos decorativos de luxo citados por opositores — como mármore, fontes ornamentais e terraços ajardinados — não tiveram impacto expressivo no encarecimento geral.

A auditoria enfatizou ainda que: “Além disso, embora nosso relatório destaque deficiências na gestão do projeto de reforma, o que resultou em nossa recomendação de medidas corretivas de acordo com a Lei do Inspetor-Geral, não identificamos má conduta administrativa durante nossa avaliação”. O projeto falhou em cumprir contratos de preço máximo garantido, resultando em gastos exorbitantes, como os US$ 346 milhões destinados exclusivamente a sistemas hidráulicos e de ar-condicionado.

Repercussão e novos rumos no banco central

Diante das conclusões do relatório, o atual chair do Fed, Kevin Warsh, que assumiu o cargo em maio após suceder Powell, declarou que implementará todas as recomendações do órgão fiscalizador. A gestão atual pretende contratar um auditor independente com o objetivo de verificar a precisão e a conformidade de todas as despesas já aprovadas para o empreendimento imobiliário.

A polêmica em torno das obras escalou para uma crise institucional quando o Departamento de Justiça emitiu intimações e ameaçou o ex-dirigente de indiciamento criminal, manobra que foi posteriormente bloqueada por uma decisão da justiça federal. Mesmo após deixar o comando principal do banco central, Powell permaneceu atuando como diretor da instituição para acompanhar o desfecho das investigações e assegurar total transparência ao processo antes de seu afastamento definitivo.

“Eu disse que não deixarei a diretoria até que esta investigação esteja de fato encerrada, com transparência e caráter definitivo, e mantenho essa posição”, afirmou Powell em sua última coletiva de imprensa como chair do Fed, em abril.

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