O Departamento de Comércio dos Estados Unidos e a Nvidia vêm falhando no controle de empresas chinesas licenciadas para adquirir os poderosos chips de inteligência artificial H200, permitindo que hardwares sensíveis cheguem a companhias bloqueadas pelas sanções governamentais.
O caso da empresa New Matrix
Entre os negócios liberados para receber os componentes está a New Matrix, descrita em uma investigação jornalística como um espaço fantasma. No local indicado, há apenas “um espaço cinzento e vazio, com fios pendurados no teto, onde deveriam estar as luminárias”.
As apurações apontam que a companhia não possui traços reais de operação. A investigação revelou que “há pouquíssimas informações online sobre a New Matrix, criada há 17 meses”.
Ausência de registros oficiais
As visitas ao endereço declarado pela empresa comprovaram a falta de estrutura física e de laços formais com o local. “No edifício indicado pela New Matrix como seu endereço, a empresa não consta na lista de ocupantes”, diz a reportagem.
O cenário se repetiu na administração do local. “Na administração do parque industrial, tanto uma recepcionista quanto um gerente afirmaram não ter qualquer registro da companhia”, acrescenta o texto.
Conexões com entidades restritas
Além da inexistência física, os laços societários da New Matrix acendem alertas de segurança nacional, já que seus donos mantêm vínculos diretos com uma organização chinesa que integra a lista negra comercial dos Estados Unidos desde o ano de 2024.
Especialistas apontam que essa liberação não representa um erro isolado, mas sim uma falha sistêmica na vigilância das exportações tecnológicas para o mercado asiático.
Mudanças na política comercial
Durante a gestão de Joe Biden, a comercialização desses semicondutores avançados para o território chinês era totalmente proibida pelas leis norte-americanas.
O cenário mudou quando a administração de Donald Trump flexibilizou essas restrições. Isso após a Nvidia concordar em repassar ao governo 15% do valor das vendas.








